Arida: BTG perdeu dinheiro em negócios com o governo
Chicago, 10/04/2016 - O presidente do BTG Pactual, Persio Arida, avaliou que o banco perdeu dinheiro em todos os negócios que fez com o governo brasileiro. A avaliação foi feita após palestra na Universidade de Chicago na noite deste sábado (9) em evento da Associação de Estudantes Brasileiros no Exterior (Brasa, na sigla em inglês), que reuniu 300 pessoas.
Durante sua apresentação, Arida foi questionando sobre como o BTG enfrentou a crise desencadeada pela prisão preventiva de seu então presidente André Esteves. "Enfrentamos enorme crise de liquidez, mas fomos muito bem", disse. "No mundo privado, a credibilidade desaparece em um segundo e demora para ser reconquistada", acrescentou.
Para Arida, alguns fatores explicam a forma bem-sucedida do BTG de enfrentar este momento: a velocidade de resposta, a venda de ativos de qualidade para pagar os credores e a estrutura do banco, em que os executivos são donos da instituição. "Eu não dei instrução nenhuma (no momento da crise), eu só falei o óbvio. Toda instituição reagiu em uma marcha unida", afirmou.
"Corridas bancárias são normalmente fatais para bancos. Instituições vão à falência rapidamente, duas, três semana. São processos difíceis de controlar", disse na palestra, destacando que o Unibanco enfrentou uma corrida bancária na crise de 2008, se juntou com o Itaú e conseguiu brecar a situação.
Arida evitou falar das questões envolvendo a Justiça brasileira. Ele disse que uma investigação feita a pedido do banco não encontrou indícios de irregularidades, mas evitou dar outros detalhes para não revelar a estratégia futura do BTG. "Todos os negócios do BTG com o governo perderam dinheiro, todos, sem exceção." (Altamiro Silva Junior, enviado especial - Altamiro.junior@estadao.com)
Durante sua apresentação, Arida foi questionando sobre como o BTG enfrentou a crise desencadeada pela prisão preventiva de seu então presidente André Esteves. "Enfrentamos enorme crise de liquidez, mas fomos muito bem", disse. "No mundo privado, a credibilidade desaparece em um segundo e demora para ser reconquistada", acrescentou.
Para Arida, alguns fatores explicam a forma bem-sucedida do BTG de enfrentar este momento: a velocidade de resposta, a venda de ativos de qualidade para pagar os credores e a estrutura do banco, em que os executivos são donos da instituição. "Eu não dei instrução nenhuma (no momento da crise), eu só falei o óbvio. Toda instituição reagiu em uma marcha unida", afirmou.
"Corridas bancárias são normalmente fatais para bancos. Instituições vão à falência rapidamente, duas, três semana. São processos difíceis de controlar", disse na palestra, destacando que o Unibanco enfrentou uma corrida bancária na crise de 2008, se juntou com o Itaú e conseguiu brecar a situação.
Arida evitou falar das questões envolvendo a Justiça brasileira. Ele disse que uma investigação feita a pedido do banco não encontrou indícios de irregularidades, mas evitou dar outros detalhes para não revelar a estratégia futura do BTG. "Todos os negócios do BTG com o governo perderam dinheiro, todos, sem exceção." (Altamiro Silva Junior, enviado especial - Altamiro.junior@estadao.com)
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