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sábado, 5 de dezembro de 2015

96,9%

96,9%


Amir Khair
27 Setembro 2015 | 03h 00
A crise fiscal tem sido o calcanhar de aquiles do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que se embrulha cada vez mais com os insucessos e a disparada da relação dívida/PIB. O grave equívoco na avaliação fiscal é pôr o foco da crise no resultado primário (receitas menos despesas, exclusive juros). Nos primeiros sete meses deste ano (último dado disponível), as contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) apresentaram um déficit real (descontada a inflação) de R$ 248,0 bilhões causado por R$ 7,6 bilhões de déficit primário e R$ 240,4 bilhões de juros! Apenas 3,1% do rombo fiscal do governo federal se deveu ao resultado primário negativo. Os juros causaram 96,9% (!) do rombo fiscal nesses primeiros sete meses do ano. 
É estranho, pois, que toda a discussão conduzida pelo ministro da Fazenda esteja selecionando o alvo errado. Será que é isso que interessa ao mercado financeiro, que lucra com a Selic elevada enquanto a crise e o rombo fiscal se aprofundam? Venho repetindo em vários artigos nesta coluna que há uma discussão falsa e danosa ao País sobre a crise fiscal. Ao não atacar os juros que causam 96,9% do déficit fiscal, cresce de forma acelerada a relação dívida/PIB, ameaçando a perda final do grau de investimento e agravando a cada mês o risco da insolvência dos títulos do governo federal.
Joaquim Levy parece conduzir discussão para alvo errado
Joaquim Levy parece conduzir discussão para alvo errado
Esses 96,9% foram causados principalmente pela elevada Selic e pelas perdas na política usada pelo Banco Central com swaps cambiais visando a manter artificialmente valorizado o real. Alguns artigos, felizmente, começam a pôr o dedo na ferida dos danos fiscais causados pelo BC, dezenas de vezes superiores aos da alçada do Tesouro Nacional.
Resultado primário. Embora o foco da ação fiscal deva ser a queda dos juros, é inegável a necessidade de se ter resultados primários positivos e quanto maiores melhor. Nesse sentido, no que diz respeito a despesas, o governo federal pode sim reduzi-las cortando gastos desnecessários com excesso de ministérios, órgãos e funcionários em cargos de confiança e melhor controle nas demais despesas. Trata-se de gestão adequada dos recursos públicos transferidos pela população sob a forma de tributos.
Temos de considerar, no entanto, que o principal causador do déficit primário no Governo Central foi a queda de arrecadação. Comparando em valores reais os primeiros sete meses deste ano com igual período do ano passado houve uma piora no resultado primário de R$ 25,8 bilhões, causada por uma elevação de despesas primárias (excluem juros) em R$ 2,3 bilhões e queda de arrecadação líquida de R$ 23,5 bilhões. A elevação de despesas foi responsável por 9,0% da piora no resultado primário e a queda de arrecadação por 91,0%!
Há que atacar, pois, com maior ênfase a perda de arrecadação causada pela recessão, que além do impacto da queda do PIB tem a perda com a elevação da inadimplência entre 2 e 3 pontos porcentuais do PIB. O último dado divulgado mostra uma queda real de 3,68% na arrecadação nos primeiros oito meses deste ano em relação a igual período do ano passado.
Carece de sentido o governo tentar elevar a arrecadação via criação/aumento de tributos. Além do desnecessário desgaste político, isso agrava a recessão que repercute na arrecadação e, principalmente, é uma agressão a mais no bolso da população que já sofre com as causas da recessão. 
Indiferentes ao problema fiscal, há forte pressão de governadores e prefeitos pela aprovação da CPMF, pois receberiam 47% dela, caso a alíquota proposta pelo governo de 0,20% seja elevada no Congresso para 0,38%.
Falsa saída. Análises provenientes do mercado financeiro pregam a redução das despesas sociais e nada falam sobre a escalada dos juros. Infelizmente, é o que parece guiar os passos do ministro da Fazenda. Assim, descarregam o peso da crise sobre a classe média e de menor renda, e preservam os rentistas. 
Sobre essa tese, vejamos o que está ocorrendo neste ano em relação ao ano passado até setembro, considerando valores reais de julho deste ano corrigidos pelo IPCA, onde o sinal “+” significa aumento da despesa: a) seguro desemprego + R$ 1,1 bilhão; b) benefícios assistenciais + R$ 0,5 bilhão; c) benefícios previdenciários + R$ 6,3 bilhões; d) despesas sociais (itens a, b e c) +R$ 7,9 bilhões; e) juros + R$ 116,3 bilhões. Sem comentários!
É preciso mudar radicalmente essa política econômica baseada em taxas de juros elevadas e criação/elevação de tributos. As perspectivas apontadas por várias análises mostram recessão caminhando para 3% neste ano e 1% em 2016 e sabe-se lá o que virá para 2017 e 2018. 
O oposto do que vem fazendo o ministro da Fazenda e, principalmente, o Banco Central, é a saída natural para nos libertar da crise. Não sei, no entanto, se o governo vai trilhar o caminho natural do crescimento com taxas de juros civilizadas. 
Nova política. Felizmente, no entanto, há outros caminhos a serem trilhados. No que diz respeito à questão fiscal é: a) reduzir a Selic ao nível da inflação e substituir a emissão de títulos por moeda, como fazem vários países desde 2008; b) acelerar a devolução dos empréstimos feitos pelo Tesouro ao BNDES, que atingem R$ 511 bilhões (9,0% do PIB) e causam uma despesa com juros de R$ 40 bilhões anuais e; c) liquidar o estoque de swaps cambiais com a venda de parte do excesso dos US$ 200 bilhões das reservas internacionais. 
O dimensionamento desse excesso nas reservas internacionais é resultado de estudo recente do Fundo Monetário Internacional (FMI) que calculou a exposição externa em vários países, sendo que no Brasil a exposição externa máxima foi estimada em US$ 170 bilhões e as reservas internacionais estão em US$ 370 bilhões. 
A venda desse excesso abate R$ 800 bilhões da dívida bruta fazendo-a refluir dos atuais 64,6% do PIB para 50,6%. Essas reservas são oneradas pela Selic e rendem as taxas de juros do Tesouro americano de 2%. O diferencial entre essas taxas incide sobre os US$ 370 bilhões dando um custo de carregamento dessas reservas de US$ 45 bilhões ou R$ 180 bilhões por ano (3,2% do PIB)! 
Quanto ao câmbio, creio que ruma para R$ 4,50 a R$ 5,00 com a interrupção das ações do BC para segurá-lo, ou seja, deixar o câmbio flutuar, e isso sem considerar a subida de juros nos EUA pelo banco central americano. O resultado é a melhora substancial da balança comercial, diminuição das despesas com viagens internacionais e de remessas de dividendos ao exterior. É o rumo para o retorno ao equilíbrio das contas externas, que registraram um rombo de US$ 103,59 bilhões em 2014, e neste ano estimo cair para US$ 59 bilhões. É uma boa notícia!
Todas medidas apontadas são exequíveis por decisão exclusiva da presidente. No próximo ano, aguarda-se inflação menor e contas externas melhorando, o que gera emprego e renda e pode ser um dos caminhos da recuperação econômica. É necessário, no entanto, ter um comando na área econômica que saiba reduzir de fato o rombo fiscal do País e olhe os 96,9%! 
Fonte: Maria Lucia Fattorelli
Em ótimo artigo, Amir Khair questiona por quê o Ajuste Fiscal que está em curso no País se concentra em cortar gastos onde estão apenas 3,1% do défcit fiscal e deixa intacto os outros 96,9%. Seria - assim, por acaso - porque Levy está lá para garantir vultosos lucros pros bancos?

"O grave equívoco na avaliação fiscal é pôr o foco da crise no resultado primário (receitas menos despesas, exclusive juros). Nos primeiros sete meses deste ano (último dado disponível), as contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) apresentaram um déficit real (descontada a inflação) de R$ 248,0 bilhões causado por R$ 7,6 bilhões de défcit primário e R$ 240,4 bilhões de juros! Apenas 3,1% do rombo fiscal do governo federal se deveu ao resultado primário negativo. Os juros causaram 96,9% (!) do rombo fiscal nesses primeiros sete meses do ano."

terça-feira, 21 de julho de 2015

Avaliação negativa do governo Dilma sobe de 64,8% para 70,9%, diz CNT/MDA

Avaliação negativa do governo Dilma sobe de 64,8% para 70,9%, diz CNT/MDA



21/07/2015 | CNT

Resultados da 128ª Pesquisa CNT/MDA

Pesquisa aborda avaliações de governo, crise econômica, denúncias de corrupção e outros temas

Presidente Dilma durante 48ª Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul (Foto: Lula Marques/ Agência PT)

Resultados da 128ª Pesquisa CNT/MDA
​A 128ª Pesquisa CNT/MDA, realizada de 12 a 16 de julho de 2015 e divulgada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), mostra a avaliação dos índices de popularidade do governo e pessoal da presidente Dilma Rousseff.

Aborda também a expectativa da população sobre emprego, renda, saúde, educação e segurança pública. Os entrevistados foram questionados sobre política, eleições, Operação Lava Jato e outros assuntos.

Foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.

AVALIAÇÃO DE GOVERNO

DESEMPENHO PESSOAL DA PRESIDENTE: A avaliação do governo da presidente Dilma Rousseff é positiva para 7,7% dos entrevistados, contra 70,9% de avaliação negativa. A aprovação do desempenho pessoal da presidente atinge 15,3%, contra 79,9% de desaprovação.

ESTADUAL: 3,4% avaliam o governador de seu Estado como Ótimo. 21,9% como Bom, 40,5% como Regular, 11,9% como Ruim e 15,4% como Péssimo.

MUNICIPAL: 5,9% avaliam o prefeito de sua cidade como Ótimo. 23,3% como Bom, 31,5% como Regular, 11,8% como Ruim e 26,0% como Péssimo.

EXPECTATIVA (para os próximos 6 meses)
Emprego: vai melhorar: 15,0%, vai piorar: 55,5%, vai ficar igual: 27,5%.
Renda mensal: vai aumentar: 13,8%, vai diminuir: 33,7%, vai ficar igual: 50,2%.
Saúde: vai melhorar: 13,6%, vai piorar: 47,5%, vai ficar igual: 37,1%.
Educação: vai melhorar: 15,1%, vai piorar: 41,0%, vai ficar igual: 42,1%.
Segurança pública: vai melhorar: 12,9%, vai piorar: 46,2%, vai ficar igual: 39,2%.

CONJUNTURAIS

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2018:

1º turno: Intenção de voto estimulada para presidente, caso a eleição fosse hoje

CENÁRIO 1: Aécio Neves 35,1%, Lula 22,8%, Marina Silva 15,6%,
Jair Bolsonaro 4,6%

CENÁRIO 2: Lula 24,9%, Marina Silva 23,1%, Geraldo Alckmin 21,5%,
Jair Bolsonaro 5,1%

CENÁRIO 3: Lula 25,0%, Marina Silva 23,3%, José Serra 21,2%,
Jair Bolsonaro 5,5%

2º turno: Intenção de voto estimulada para presidente, caso a eleição fosse hoje

CENÁRIO 1: Aécio Neves 49,6%, Lula 28,5%

CENÁRIO 2: Geraldo Alckmin 39,9%, Lula 32,3%

CENÁRIO 3: José Serra 40,3%, Lula 31,8%

Dilma e Aécio: 44,8% acreditam que se Aécio Neves tivesse vencido a eleição, o governo dele estaria melhor do que o da presidente Dilma Rousseff. Para 36,5%, estaria igual. 10,9% consideram que estaria pior.

LAVA JATO E CORRUPÇÃO
Responsabilidade: 78,3% têm acompanhado ou ouviram falar das investigações que envolvem a Petrobras. Sendo que dentro desse grupo, 69,2% consideram que a presidente Dilma é culpada pela corrupção que está sendo investigada e 65,0% acham que o ex-presidente Lula é culpado.

Ainda em relação aos que acompanham ou já ouviram falar, 40,4% consideram que o maior culpado na operação Lava Jato é o governo, seguido de partidos políticos (34,4%), diretores ou funcionários da empresa (14,2%), construtoras (3,5%).

Denúncias e punição: Entre os que acompanham ou ouviram falar das denúncias da Lava Jato, 67,1% não acreditam que os envolvidos em corrupção serão punidos. 86,8% consideram que as denúncias são prejudiciais para a economia do país. 52,5% acreditam que o governo federal não será capaz de combater a corrupção na Petrobras.

Prisões e investigação: Para 90,2% que acompanham ou já ouviram falar, não está ocorrendo exagero em relação às prisões. 37,3% disseram saber o que é delação premiada e, entre grupo, 52,8% são a favor da delação premiada nas investigações da Lava Jato.

Corrupção: 53,4% avaliam que a corrupção é um dos principais problemas do país. Para 37,1%, a corrupção é o principal problema. 7,8% consideram que a corrupção é um problema, porém não está entre os principais.

POLÍTICA, ECONOMIA E CRISE
Impeachment: 62,8% são a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff e 32,1% são contra. Para os que são favoráveis ao impeachment, 26,8% citaram as irregularidades nas prestações de contas do Governo (pedaladas fiscais); 25,0%, a corrupção na Petrobras; 14,2%, irregularidades nas contas da campanha para Presidente em 2014 e 44,6% consideram os três motivos como justificativa para o impeachment.

Desemprego: 50,0% temem ficar desempregados pelo desaquecimento da economia brasileira. 69,9% conhecem alguém que ficou desempregado nos últimos seis meses. 51,0% não aceitariam redução salarial para manter o emprego.

Crise: Para 61,7%, em três anos ou mais será possível resolver a crise em que o país se encontra. 84,6% consideram que a presidente Dilma Rousseff não está sabendo lidar com a crise econômica. Para 61,5%, os cortes fiscais não ajudam a economia. 60,4% consideram que a crise mais grave atualmente é a econômica e 36,2% consideram que é a crise política.

Reeleição: 67,5% são a favor do fim da reeleição para cargos eletivos públicos.

Doação para campanhas: 78,1% são contra doações de empresas para campanhas políticas.

CUSTO DE VIDA
Para 75,9%, em 2015, o custo de vida vai aumentar ou aumentar muito. 18,7% consideram que vai ficar igual. 86,9% disseram que reduziram muito ou moderadamente as suas despesas por causa da atual situação econômica.

CONTAS ATRASADAS
53,9% têm alguma dívida vencida ou a vencer. Entre esses que possuem dívidas vencidas ou a vencer, para 47,5% o valor é até R$ 1.000,00. E para 23,3%, o valor vai de R$ 1.001,00 a R$ 2.000,00.

28,2% possuem alguma conta ou prestação em atraso. Entre eles, as mais comuns são: cartão de crédito (42,1%), crediário em loja (24,2%), luz (23,7%), água (15,4%), telefone (11,0%), veículo (8,7%), aluguel (7,3%), casa própria (3,0%), plano de saúde (1,8%), mensalidade escolar (1,2%).

PREVIDÊNCIA
Como se preparou para a aposentadoria em relação à renda: aposentadoria oficial – INSS (60,0%), aposentadoria privada, (5,1%), renda proveniente de empresa ou negócio próprio (3,3%). 26,2% não se preparam ou não se prepararam. 49,5% acreditam que o INSS pagará os benefícios de sua aposentadoria.

MAIORIDADE PENAL E VIOLÊNCIA
A favor ou contra: 70,1% são a favor da redução de 18 para 16 anos para qualquer tipo de crime. 18,0% são a favor somente para crimes mais graves, como homicídio ou latrocínio (roubo seguido de morte). 10,2% não são a favor em hipótese nenhuma.

Redução da violência: 40,2% acreditam que a redução da maioridade penal contribuirá parcialmente para reduzir a violência no país. 37,4% consideram que reduzirá muito. E 20,6% acham que não reduzirá. Para 92,6%, o fato de o menor saber que não pode ser preso facilita o cometimento de crimes.

Medidas mais adequadas para reduzir violência:
- investimento em educação de crianças e adolescentes: 68,3%
- policiamento nas cidades: 36,8%
- redução da maioridade penal de 18 para 16 anos: 34,9%
- mais investigação dos crimes e prisão dos culpados: 26,4%
- construção de presídios: 10,6%.

AVALIAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES
Confiança nas instituições

Igreja: 43,0% confiam sempre e 11,7% não confiam nunca
Forças Armadas: 19,2% confiam sempre e 17,2% não confiam nunca
Imprensa: 13,2% confiam sempre e 21,2% não confiam nunca
Justiça: 10,5% confiam sempre e 24,8% não confiam nunca
Polícia: 8,9% confiam sempre e 23,5% não confiam nunca
Governo: 2,0% confiam sempre e 56,2% não confiam nunca
Congresso Nacional: 1,6% confia sempre e 51,6% não confiam nunca
Partidos políticos: 1,0% confia sempre e 73,4% não confiam nunca

Instituição que mais confia:
1º - Igreja (53,5%)
2º - Forças Armadas (15,5%)
3º - Justiça (10,1%)
4º - Polícia (5,0%)
5º - Imprensa (4,8%)
6º - Governo (1,1%)
7º - Congresso Nacional (0,8%)
8º - Partidos políticos (0,1%)

CONCLUSÃO
A 128ª Pesquisa CNT/MDA mostra resultados muito negativos para a presidente Dilma Rousseff em todas as variáveis pesquisadas. A avaliação da atuação do seu Governo e o índice de aprovação pessoal atingem os piores níveis da série histórica das pesquisas de opinião da CNT, desde julho de 1998 (8,0% para Fernando Henrique Cardoso em setembro de 1999).

Na avaliação da CNT, a conclusão final da pesquisa mostra uma elevação do pessimismo do brasileiro em consequência da alta do custo de vida, do aumento da inflação, do crescimento do desemprego e da forte percepção sobre a corrupção e a incapacidade do governo em resolvê-la.

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Agência CNT de Notícias

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