sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Caiado diz para Lindbergh fazer antidoping e não ficar ‘cheirando’


Caiado diz para Lindbergh fazer antidoping e não ficar ‘cheirando’

Senadores trocam ofensas em plenário e sessão é suspensa
25/08/2016 - 11H55 - ATUALIZADA ÀS 12H20 - POR AGÊNCIA O GLOBO

Em pronunciamento durante julgamento do impeachment, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) trocou ofensas com Ronaldo Caiado (DEM-GO). (Foto: Pedro França/Agência Senado)





























A sessão de julgamento do processo de impeachment foi suspensa devido a troca de ofensas entre senadores. No meio do embate, o líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), falou para o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) fazer um antidoping e não ficar “cheirando”.
A confusão começou quando a senadoraGleisi Hoffmann (PT-PR) falava. Ela afirmou que os senadores não tinham moral para fazer o julgamento da presidente devido às diversas acusações que existem contra vários deles.
"Qual é a moral que vocês tem?", afirmou Gleisi.
A frase irritou senadores pró-impeachment. Caiado levantou-se e citou indiretamente as acusações contra o ex-ministro Paulo Bernardo sobre fraude em empréstimos consignados.
"Eu não sou ladrão de aposentadoria", disse Caiado, com o dedo em riste.
Lindbergh interveio chamando o senador do DEM de canalha e citando o senador cassado Demóstenes Torres, que foi aliado de Caiado.
"Demóstenes é que sabe da sua vida", afirmou o petista.
Caiado ficou ainda mais irritado e atacou Lindbergh.
"Tem que fazer antidoping. Fica aqui cheirando não", disse Caiado.
A sessão foi suspensa por alguns instantes pelo ministro Ricardo Lewandowski para acalmar os ânimos.
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), pediu "serenidade". Ele mesmo reclamou quando assessores de senadores aliados de Dilma estavam atacando senadores como Simone Tebet e Ronaldo Caiado. O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima, teve que pedir calma a um assessor e entrou na turma que apaziguava os ânimos.
"Minha palavra é na direção da serenidade. Questões de ordem são legítimas, mas antecipam a discussão do mérito. Não temos data a terminar, mas temos etapas a serem vencidas. É preciso serenidade. Temos autoridades sim. Estamos todos instruídos da condição de juízes", disse Aécio.

Saiba como será cada etapa do julgamento de Dilma no Senado

Saiba como será cada etapa do 


julgamento de Dilma no Senado

Sessão de depoimentos das testemunhas terá início nesta quinta-feira (25).
Previsão é de que definição sobre afastamento saia na próxima semana.

Do G1, em Brasília



















A sessão de julgamento da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), no processo de impeachment, que terá início às 9h desta quinta-feira (25), deve se estender até a próxima semana, segundo cronograma definido pelos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
O CRONOGRAMA DO JULGAMENTO
DE DILMA ROUSSEFF NO SENADO *
Quinta-feira (25)
- Depoimentos de testemunhas
Sexta-feira (26)
- Depoimentos de testemunhas
Sábado (27) e domingo (28)
- Depoimentos de testemunhas (se necessário)
Segunda-feira (29)
- Depoimento de Dilma Rousseff (30 minutos)
- Interrogatório de Dilma Rousseff (cinco minutos para cada pergunta; sem prazo determinado para respostas)
- Debate entre advogados de acusação e defesa (uma hora e meia para a acusação, outra uma hora e meia para a defesa, mais uma hora para réplicas e outra uma hora para tréplicas)
Terça-feira (30)
- Pronunciamentos de senadores (dez minutos para cada senador inscrito)
- Encaminhamento da votação (dois senadores falam a favor e dois contra o impeachment, com cinco minutos para cada um)
- Votação no painel eletrônico
Conforme previsão divulgada pela assessoria do Supremo. O julgamento poderá se alongar caso as atividades previstas para um dia invadam o dia seguinte.
Segundo o rito definido, o julgamento terá início com os depoimentos das duas testemunhas de acusação e das seis testemunhas de defesa no plenário do Senado.
Os depoimentos terão início nesta quinta e pode haver trabalhos no fim de semana, se necessário, para a conclusão de depoimentos de testemunhas. Hoje, apenas as duas testemunhas de acusação foram ouvidas.
Está previsto que na segunda-feira (29) a presidente afastada irá pessoalmente ao Senado apresentar sua defesa e participar do julgamento.
Pelo rito estabelecido, Dilma terá direito a uma manifestação inicial de 30 minutos antes de ser interrogada.
Nos dias de julgamento, os trabalhos começarão às 9h e não têm previsão de término (a depender do consenso dos senadores), com intervalos de 30 a 60 minutos a cada quatro horas.
Enquanto não forem ouvidas, as testemunhas ficarão isoladas em quartos de hotéis em Brasília.
As regras do julgamento
>> Na quinta-feira (25), questionamentos ao andamento do processo (questões de ordem) deverão ser formulados em cinco minutos. Haverá o mesmo tempo para manifestações contrárias à questão de ordem antes da resposta de Lewandowski, sem possibilidade de recurso ao plenário do Senado;
>> Depois das questões de ordem, serão ouvidas as testemunhas. Os depoimentos serão tomados individualmente e senadores farão perguntas diretamente às testemunhas. Serão três minutos para perguntas e três para respostas, com direito a réplica e tréplica em igual tempo, somando seis minutos para cada pessoa.
>> Acusação e defesa têm direito a seis minutos cada para fazer perguntas às testemunhas, que também devem responder em seis minutos, com direito a réplica e tréplica de quatro minutos.
>>
























Os depoimentos das testemunhas deveriam acabar na sexta-feira (26), mas provavelmente se estenderão pela madrugada de sábado (27).
>> Dilma terá 30 minutos para fazer uma exposição inicial antes de ser interrogada. Sua defesa está marcada para segunda-feira (29).
>> O presidente do STF, senadores, acusação e defesa terão cinco minutos cada um para fazer perguntas a Dilma. Não há limite de tempo para resposta da presidente afastada e ela terá o direito de, se quiser, permanecer calada.
>> Depois da participação de Dilma, acusação e defesa terão uma hora e meia para debater o processo. Serão permitidas ainda réplica e tréplica de uma hora. Se a acusação não utilizar a réplica, não haverá tempo para a tréplica da defesa.
>> Depois disso, senadores inscritos também poderão se manifestar sobre o processo. Cada um terá dez minutos. A lista de inscrição só poderá ser preenchida antes da discussão.
>> Encerrada a discussão entre senadores, Lewandowski lerá um resumo do processo, com as fundamentações da acusação e da defesa.
>> Dois senadores favoráveis ao impeachment de Dilma e dois contrários terão cinco minutos cada um para encaminhamento de votação.
>> Após o encaminhamento, Lewandowski perguntará aos senadores o seguinte: “Cometeu a acusada, a senhora presidente da República, Dilma Vanna Rousseff, os crimes de responsabilidade correspondentes à tomada de empréstimos junto a instituição financeira controlada pela União e à abertura de créditos sem autorização do Congresso Nacional, que lhes são imputados e deve ser condenada à perda do seu cargo, ficando, em consequência, inabilitada para o exercício de qualquer função pública pelo prazo de oito anos?”
>> A votação será nominal, via painel eletrônico. Depois o resultado será proclamado.
>> Se ao menos 54 senadores votarem a favor do impeachment, Dilma será definitivamente afastada da Presidência e ficará inelegível por oito anos a partir do fim de 2018, quando se encerraria o seu mandato.
>>Se o placar de 54 votos favoráveis ao impedimento não for atingido, o processo será arquivado e Dilma reassumirá a Presidência da República.

Veja o roteiro da sessão final do processo de impeachment

Veja o roteiro da sessão final do processo de impeachment

   
Da Redação | 23/08/2016, 08h04 - ATUALIZADO EM 25/08/2016, 11h57
O Senado reúne-se nesta quinta-feira (25), às 9h, como órgão judiciário para o julgamento da presidente Dilma Rousseff por crime de responsabilidade. De acordo com a Constituição, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, presidirá a sessão. O presidente do Senado, Renan Calheiros, ocupará a cadeira ao seu lado. Os senadores atuarão como juízes.
A sessão se dividirá em diferentes fases (veja abaixo). Haverá pausas de 13h às 14h e de 18h às 19h. A partir daí, a cada 4 horas, os trabalhos poderão ser interrompidos por 30 minutos, de acordo com decisão do presidente do STF, que também pode determinar a suspensão e retomada dos trabalhos às 9h do dia seguinte.
Questões de ordem ou manifestações pela ordem podem ser feitas a qualquer momento, por até 5 minutos. O mesmo tempo será concedido para argumentação contrária. O presidente da sessão decide sobre as questões de ordem, não cabendo recurso ao Plenário.
Seguindo a sistemática adotada na sessão realizada em 9 de agosto, as questões de ordem devem ser apresentadas no início da sessão, no dia 25 de agosto, e, em seguida, o presidente do STF deve decidir acerca de cada uma delas.

25 de agosto, 9h

Leitura do processo
Questões de ordem(apresentadas por senadores e decididas pelo presidente Ricardo Lewandowski)*
Depoimento das testemunhas
São 8 testemunhas convocadas, 2 da acusação (Júlio Marcelo de Oliveira, Antonio Carlos Carvalho) e 6 da defesa (Luiz Gonzaga BelluzzoGeraldo Prado, Nelson Barbosa, Esther Dweck,  Luiz Cláudio Costa e Ricardo Lodi).
O presidente da sessão é o primeiro a inquirir as testemunhas.
Em seguida, os senadores têm 6 minutos cada para fazer perguntas.
Os advogados de acusação e de defesa têm 10 minutos cada.
Essa fase dura até a audiência e inquirição da última das 8 testemunhas, podendo estender-se pela sexta-feira (26) e até pelo fim de semana.

29 de agosto, 9h

DEFESA DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF
A presidente tem 30 minutos (prorrogáveis a critério do presidente da sessão).
Após o questionamento dos senadores, Dilma Rousseff pode optar por responder ou não às perguntas.
Cada senador tem 5 minutos para questionar a presidente afastada.
Advogados de acusação e de defesa terão o mesmo tempo.
DISCUSSÃO
A acusação inicia a discussão, depois a defesa e, então, é franqueada a palavra para cada senador, na ordem de inscrição.
Acusação e defesa : 1h30
Réplica: 1h
Tréplica: 1h
Senadores: 10 minutos cada
ENCAMINHAMENTO
O presidente da sessão lê o relatório resumido,
com os fundamentos da acusação e da defesa.
Podem usar a palavra 2 senadores favoráveis à condenação e 2 senadores favoráveis à absolvição por até 5 minutos cada.
VOTAÇÃO
Nominal e eletrônica

SIM ou NÃO à pergunta: Dilma Rousseff cometeu os crimes de responsabilidade?**
Caso o relatório pela condenação receba 54 votos "SIM" (ou dois terços da composição do Senado), a presidente perde o cargo e o presidente interino é empossado definitivamente.
Caso não atinja esse número de votos, o relatório será arquivado e a presidente reassumirá o cargo.
PROVIDÊNCIAS DE ACORDO COM O RESULTADO
Ricardo Lewandowski lavra e lê a sentença
Resolução do Senado
Os senadores assinam a sentença e é feita a comunicação oficial à presidente afastada e ao presidente interino.

* Apesar de estar previsto que o presidente do STF analisará todas no início da sessão, regimentalmente, questões de ordem ou manifestações pela ordem podem ser feitas a qualquer momento.
** A pergunta completa será: “Cometeu a acusada, a senhora presidente da República, Dilma Vanna Roussef, os crimes de responsabilidade correspondentes à tomada de empréstimos junto a instituição financeira controlada pela União e à abertura de créditos sem autorização do Congresso Nacional, que lhes são imputados e deve ser condenada à perda do seu cargo, ficando, em consequência, inabilitada para o exercício de qualquer função pública pelo prazo oito anos?”
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Impeachment - Sessão Extraordinária - 26/08/2016

Impeachment - Sessão Extraordinária - 25/08/2016

Caiado DETONA GLEISI que tem CHILIQUE ao VIVO. IMPEACHMENT de DILMA - Me...





Publicado em 25 de ago de 2016
SENADORA VERGONHA DO PARANÁ GLEISI PETROLÃO, PROVOCOU E LEVOU BEM NO MEIO DA CARA AO VIVO PARA O MUNDO.

Magno Malta: 'não dá mais para gastar a paciência do povo'

Gleisi Hoffmann disse que o Senado Federal NÃO TEM MORAL para julgar o Impeachment.

Caiado: GLEISI É LADRONA DE APOSENTADOS.

Magno Malta:
Chegou a hora do enterro. Já está cheirando mal. Este país vai mudar e Dilma será afastada. São as primeiras palavras do senador Magno Malta, nesta manhã, de quinta-feira, após abertura da sessão que, mais uma vez, vai ouvir as testemunhas. É o julgamento definitivo. Durante todo o dia manteremos informados,

ESCÂNDALO: GLEISI COMETEU CRIME DE CORRUPÇÃO DE TESTEMUNHA?





MOMENTO ANTAGONISTA: MAIS UM CRIME, GLEISI?



Em entrevista exclusiva a O Antagonista, Janaína Paschoal comenta a nomeação de Esther Dweck, principal testemunha de Dilma Rousseff, no gabinete de Gleisi Hoffmann.
A jurista diz que Dweck não tem condições de permanecer como testemunha no julgamento final e cobra explicações de Gleisi, que pode até ser enquadrada no artigo 343, do Código Penal, no crime de corrupção de testemunha.
Diz o artigo: "Dar, oferecer, ou prometer dinheiro ou qualquer outra vantagem a testemunha, perito, tradutor ou intérprete, para fazer afirmação falsa, negar ou calar a verdade em depoimento, perícia, tradução ou interpretação, ainda que a oferta ou promessa não seja aceita."

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