domingo, 30 de abril de 2017

Japan House chega à Paulista para mostrar o “novo Japão”

Japan House chega à Paulista para mostrar o “novo Japão”

Com a inauguração marcada para o sábado (6), o centro cultural mostrará a face contemporânea da arte, da gastronomia e da tecnologia do país oriental

Arigatoirashaimase e onegai são palavras muito empregadas no vocabulário dos frequentadores do bairro da Liberdade. Arriscar a pronúncia desses termos — obrigado, bem-vindo e por favor, respectivamente — faz parte da política de boa vizinhança entre os brasileiros fãs de sushi e mangá e a maior comunidade japonesa instalada fora de seu país de origem, com mais de 1,1 milhão de nativos ou descendentes da etnia.
A partir de sábado (6), o fascínio dos paulistanos pela cultura nipônica promete se renovar com a inauguração da Japan House. No lugar de quimonos, leques e lamparinas de papel milenares, o novo centro cultural vai trazer para um prédio de arquitetura arrojada na Avenida Paulista o que há de mais moderno em arte, design, gastronomia, tecnologia e negócios do Japão.
O ambicioso projeto do governo japonês, com investimento total de 100 milhões de reais, faz parte de uma iniciativa global que contará com filiais também em cidades como Londres e Los Angeles. Pioneira, a unidade paulistana começou a ser erguida há um ano no número 52 da Avenida Paulista, quase no cruzamento com a Rua 13 de Maio.
Obra em bambu: arquitetura e design de vanguarda (Rogério Casemiro/Veja SP)
Será a maior inauguração do ano na via, que passará a abrigar também o Instituto Moreira Salles, prometido para o fim de agosto ao custo de 80 milhões de reais, e o Sesc Paulista, ainda sem data de reabertura. Em contraste com os arranha-céus espelhados da região, o desenho do prédio assinado pelo renomado arquiteto Kengo Kuma, responsável pelo estádio dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, conta com uma fachada de madeira.
As ripas foram encaixadas no estilo dos templos budistas e estão ao lado de um paredão inspirado no cobogó brasileiro. “A Japan House é a ponte entre o Brasil e o Japão”, explica a presidente da instituição, Angela Hirata. Nos 2 500 metros quadrados do prédio de três andares, há espaços expositivos para mostras de arte, biblioteca, lojas, restaurante, cafeteria, auditório, salas para reuniões comerciais e workshops de assuntos diversos relacionados à nação asiática, de medicina a sustentabilidade.
O artista Shigeo: dez dias de produção em sua primeira visita ao país (Leo Martins/Veja SP)
Para desconstruir qualquer traço da imagem caricata que se tem do país, o espaço minimalista da Japan House foca cores em tons pastel. Também não há paredes fixas: telas feitas de papel artesanal, o washi, se movem em diversas direções para criar ambientes conforme a necessidade. Até mesmo no banheiro o público terá uma experiência bem fora do comum.
Equipados com produtos futuristas da marca japonesa Toto, os vasos sanitários, por exemplo, têm assento aquecido e várias modalidades de chuveirinho. Para garantir que o chamado wa, o espírito japonês, esteja presente em todos os detalhes, uma equipe de 22 funcionários da casa passou por um treinamento de omotenashi, a hospitalidade. “O japonês é cortês, acolhedor e muito preocupado com o bem-estar”, conta Elizabeth Wada, pesquisadora e professora da Anhembi Morumbi, que ministrou as aulas por lá. “Exercitar o senso de trabalho em equipe foi fundamental”, completa.
O curador Marcello Dantas: “O Japão é um lugar inspirador” (Leo Martins/Veja SP)
A direção da programação de ao menos oito exposições anuais no prédio ficou a cargo do curador Marcello Dantas, cujo currículo inclui mostras com os aclamados artistas Antony Gormley, Christian Boltanski e Anish Kapoor. Sua relação com a nação oriental vem desde 1988, quando a visitou pela primeira vez e conheceu a mãe de suas filhas.
Anos depois, em 2009, a primogênita foi estudar em Tóquio. “Visitei o país diversas vezes ao longo de toda a minha vida. Só no ano passado foram seis viagens”, conta ele, que não dispensa quimonos estilizados na hora de se vestir. “Vamos construir um vínculo entre as duas culturas, para que os brasileiros passem a olhar o Japão como um lugar de inspiração”, explica.
Akio Hizume: estrutura sustentável feita com 600 estacas de bambu (Leo Martins/Veja SP)
A inauguração será com a mostra Bambu — Histórias de um Japão, com cerca de cinquenta peças feitas com a planta. Há pelo menos 6 000 usos catalogados para o material, desde instrumentos de caça até utensílios para lavar arroz. “Ele é um elemento articulador para abordar assuntos como artes marciais, literatura, vida agrícola e gastronomia”, afirma Dantas.
Três artistas cruzaram o mundo para construir obras de grande escala por aqui. Akio Hizume criou uma fórmula baseada na sequência de Fibonacci, matemático italiano da Idade Média, para que sua instalação de 600 estacas e doze faces se firmasse sem nenhuma amarração. “Assim pude montar estruturas arquitetônicas sustentáveis”, explica Hizume, cuja obra estará em exposição na área externa.
Ambiente expositivo: releitura de tradições milenares (Rogério Cassimiro/Veja SP)
Na quarta geração de uma família de artesãos, Chikuunsai IV Tanabe fez uma espécie de árvore retorcida de 3 metros de altura sem usar nenhum prego nem cola. Já Shigeo Kawashima desenvolveu um método único para manusear ripas de bambu. Ele passou dez dias na capital para erguer sua instalação, confeccionada com trinta troncos de 3,5 metros cada um. “Tenho uma ideia prévia do desenho da obra, mas seu detalhamento depende do tempo de que disponho para incluir cada vez mais tiras na peça”, diz Kawashima.
Em sua primeira visita ao Brasil, ele garante estar zen em relação à receptividade do público à obra diferentona. “O que mais me interessa é o processo de criação em conjunto com a equipe local”, acrescenta. A entrada para a exposição é gratuita.
Para além das paredes do prédio da Avenida Paulista, o artista Makoto Azuma vem realizando desde 8 de abril uma série de performances. Na ação diária com vinte minutos de duração, trinta ciclistas voluntários pedalam pelas ruas da capital até chegar a pontos como a Praça da Sé e o Pavilhão da Bienal. Repletas de flores, as bicicletas formam jardins efêmeros quando estacionadas.
Ação do artista Makoto Azuma: ciclistas levam jardins temporários (Carol Quintana/Veja SP)
Chamada de Flower Messenger, a ação se encerra no domingo (7), no Masp e na própria entrada da Japan House. No mesmo dia, o Auditório Ibirapuera recebe o concerto gratuito dos músicos Ryuichi Sakamoto e Jun Miyake.
A parceria com outros espaços culturais da cidade incluirá o Instituto Tomie Ohtake. “Será muito interessante para nós que o paulistano fique ainda mais familiarizado com a produção artística japonesa”, acredita o diretor Ricardo Ohtake, filho da artista japonesa radicada no Brasil, morta em 2015, que batiza o local.
Angela Hirata, presidente da instituição: responsável pela articulação comercial com empresas japonesas (Leo Martins/Veja SP)
No setor de consumo, entre as lojinhas estão a Madoh, especializada em ingredientes regionais, e a Furoshiki, batizada em homenagem ao lenço japonês que pode ser amarrado em formato de bolsas e embalagens. A imersão na cultura japonesa fica mais completa com o restaurante de setenta lugares montado por lá.
O chef Jun Sakamoto foi escolhido para comandar a cozinha. No Junji Sakamoto, os destaques são os teishokus, refeições completas servidas em bandejas. A versão de tonkatsu, o lombo de porco empanado, inclui conservas, guioza e missoshiro, por 70 reais. “Meu objetivo é que as pessoas sintam o gosto do verdadeiro Japão”, afirma Sakamoto.
Junji Sakamoto: Tonkatsu teishoku, por 70 reais (Helena Peixoto/Veja SP)
No Imi Café, o menu selecionará chás e doces japoneses, como a tortinha de ganache de chocolate com 54% de cacau e creme de queijo mascarpone (14 reais) finalizada por uma camada de matchá, o chá-verde.
Para o próximo ano, a Japan House programa a celebração dos 110 anos da chegada da primeira leva de japoneses por aqui. O marco foi o desembarque em Santos de 781 passageiros do navio Kasato Maru, em 18 de junho de 1908, após 51 dias no mar. De imigrantes escalados para trabalhar no campo, eles tornaram-se expoentes.
Torta doce de chá-verde: comida típica nipônica por 14 reais (Helena Peixoto/Veja SP)
A implantação de um centro de ponta como a Japan House comprova o fato — e extrapola as fronteiras da arte e da cultura para também ajudar nos negócios. Atualmente, 750 empresas com sede no Japão têm unidades no Brasil, e a ideia é que o investimento aumente.
O gigante de design Muji, por exemplo, deve inaugurar uma butique pop-up ainda neste ano, assim como a loja de departamentos Beams. Nascida no interior de São Paulo e fluente em japonês, a presidente da Japan House, Angela Hirata, vai articular essas relações comerciais.
Loja de produtos: releituras de tradições milenares estarão à venda (Leo Martins/Veja SP)
Entre 2001 e 2005 ela atuou como diretora da Alpargatas e foi responsável por desenvolver o mercado das Havaianas no mundo. “As sandálias têm relação com o Japão, pois foram criadas a partir de calçados de palha usados por lavradores japoneses em São José dos Campos”, conta Angela.
A expectativa pelo reforço nesses laços se espalha pela comunidade. “Os brasileiros conhecem nossa personalidade como nenhum outro povo no mundo”, diz o cônsul-geral Takahiro Nakamae. “Estabelecer um mecanismo de divulgação do Japão aqui pode criar efeito em toda a América do Sul.” No que depender do novo centro cultural, esse intercâmbio servirá para diminuir cada vez mais os 17 000 quilômetros de distância entre o Brasil e o Japão.

O QUE VEM POR AÍPrograme-se para as oficinas gratuitas da instituição
9 de maio: palestra “Arte do bambu”, com o especialista Joe Earle
11 de maio: o artesanato e o design japoneses são os temas abordados por Miryon Ko, diretora do museu de Tóquio 21_21 Design Sight
12 de maio: Hiroyuki Hashiguchi, cocurador da mostra de inauguração da Japan House, fala sobre o papel do bambu nos rituais espirituais
13 de maio: na oficina com Hajime Nakatomi, o público aprenderá a criar joias usando bambu
As inscrições devem ser feitas pelo e-mail inscricoes@jhsp.com.br.
Japan House. Avenida Paulista, 52, ☎ 3090-8900, Metrô Brigadeiro. Terça a sábado, 10h às 22h; domingo e feriados, 10h às 18h. Grátis. A partir de sábado (6).

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sábado, 29 de abril de 2017

O sonho do PT é Sérgio Moro fazer greve





Publicado em 29 de abr de 2017
Os colunistas Felipe Moura Brasil e Augusto Nunes comentam com o editor Silvio Navarro o fracasso da 'greve geral' convocada pela militância petista das centrais sindicais. Sobrou mortadela. Assista ao 1º bloco do Estúdio VEJA de 29 de abril de 2017.

Felipe Moura Brasil se despede da VEJA e recebe homenagens

Felipe Moura Brasil se despede da VEJA e recebe homenagens

Augusto Nunes e Silvio Navarro prestam tributo ao trabalho do colunista

Felipe Moura Brasil - Eu escolhi sair da VEJA

Eu escolhi sair da VEJA

De mudança, Felipe Moura Brasil agradece aos leitores e resume 3 anos de sucesso



 

Eu, Felipe Moura Brasil, escolhi sair da VEJA após três anos e meio de sucesso deste blog, inaugurado em 2 de dezembro de 2013.
Meu contrato se encerra na segunda-feira, 1º de maio de 2017.
Fui mais uma vez avisado pelo setor administrativo de que a empresa iria renová-lo nos mesmos termos, mas 
comuniquei aos atuais diretores que recebi uma proposta irrecusável de outro veículo, para o qual começo a produzir meus programas em vídeo e escrever textos já na terça-feira, 2.
Os 500.000 leitores que até o momento me seguem no Twitter, e as outras centenas de milhares que o fazem no Facebook, no Youtube e no Instagram, poderão saber das novidades e continuar acompanhando normalmente o meu trabalho.
Agradeço a vocês pela participação, pelas milhões de visualizações mensais que o blog alcançou neste que foi o período mais turbulento da história recente do Brasil, e pelo meu 1º lugar no ranking dos maiores influenciadores políticos do país no Twitter em pleno ano de impeachment da suposta presidente da República, Dilma (ou melhor: 2ilma) Rousseff.
Graças a toda esta repercussão, meu trabalho felizmente também ganhou projeção no exterior.
Fui o primeiro brasileiro a ser convidado para roteirizar e apresentar um vídeo para a Prager University, gravado em Los Angeles, nos Estados Unidos. A versão em inglês de “Como o socialismo arruinou o Brasil” alcançou 7,5 milhões de visualizações só no site e no Facebook da PragerU; e a versão em português, outros milhões em numerosas páginas (como esta) que o reproduziram do original.
Para a TVeja, roteirizei, editei e apresentei ainda dezenas de vídeos que se tornaram virais na internet, como “Lula rebaixa Deus à sua imagem e semelhança” (830.000 visualizações só no Facebook de VEJA) e “O dia em que Sérgio Moro desmascarou Lindbergh Farias” (630.000, idem).
Com meus queridos Silvio Navarro e Augusto Nunes, formei um trio bem-humorado a comentar os assuntos da semana às quartas e sextas no programa “Sem Edição”, depois rebatizado de “Estúdio VEJA”, que rendeu, com frequência, a maior audiência ao vivo do canal, além de muitas risadas, nossas e dos espectadores.
Repetidamente, os acertos das minhas análises foram confirmados pelos fatos, tanto no Brasil quanto no resto do mundo, como no caso mais emblemático, o da eleição americana de 2016, que me rendeu até convite da Rádio Gaúcha para explicar por que fui o único jornalista da grande imprensa brasileira a apontar a vitória de Donald Trump como natural.
Sobre terrorismo, alertei contra a retirada das tropas americanas do Iraque e antecipei a infiltração de jihadistas em meio a crise de refugiados na Europa quando ninguém falava do assunto – antes de virar modinha pós-massacres – em 14 de setembro de 2015, no programa “Contexto”, como relembrei no vídeo “O politicamente correto ajuda novamente o terror”.
Das numerosas refutações de mentiras midiáticas e oficiais, destaco meu vídeo “Farsa desmontada: Trump não ridicularizou deficiência de repórter” (164.000 visualizações), depois ainda mais esmiuçado no post viral “As mentiras de Meryl Streep contra Donald Trump”, que rendeu o seguinte comentário do autor Flávio Gordon no Facebook:
“O que o Felipe Moura Brasil tem feito é digno de todos os aplausos, por ser algo absolutamente único na grande imprensa brasileira de nossos dias: trata-se de um trabalho de verdadeira restauração jornalística.
É um esforço tão minucioso e paciente como o de um restaurador de antiguidades, um historiador, arqueólogo, museólogo etc. Um trabalho artesanal.
Seus textos na Veja buscam preencher as lacunas entre as versões sedimentadas, ligar as pontas soltas, recuperando todos os passos pelos quais um determinado fato foi sucessivamente distorcido pela militância jornalística, soterrado sob uma montanha de mentiras e meias-verdades, que por sua vez transformam-se em fundamento de novas mentiras e meias-verdades, e assim sucessivamente, até que o fato original tenha sido totalmente esquecido.
Não deixem de ler! Pelo bem da sua inteligência. É jornalismo no sentido mais nobre do termo, no ponto em que ele mais se aproxima da boa pesquisa histórica.”
Destaco também meu vídeo de janeiro de 2017 “Quem quer bandido solto mente sobre população carcerária”, no qual expus a maquiagem oficial de dados, apontada aqui desde abril de 2014, sobre as posições do Brasil no ranking mundial de número de presos. Esta refutação serviu de base para artigos de autoridades publicados pela imprensa, como o do ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, “Vício e violência”, na Folha de S. Paulo, e o do promotor Luciano Gomes de Queiroz Coutinho, “Prender ou não prender? Eis a questão”, no Estadão, para citar apenas os que gentilmente me comunicaram.
Das análises minuciosas de decisões do Supremo Tribunal Federal, é oportuno lembrar o artigo “Os truques de Barroso e PSOL para legalizar o aborto”, cujo texto foi parcialmente condensado no vídeo “Barroso e PSOL abortam o Poder Legislativo”. Outros truques de Barroso, como no famigerado caso do rito do impeachment, ficaram registrados no meu vídeo “O golpe do STF explicado”, ao qual vale acrescentar, só de sobremesa, “O flagrante da hipocrisia de Barroso”.
Meu período como colunista da VEJA coincidiu com o auge do desgoverno e da desfaçatez petistas – resumidos em minha entrevista ao podcast de Bruno Garschagen –, de modo que agora me diverte o desgosto da esquerda com o efeito criminoso das próprias ideias.
As delações da Odebrecht confirmaram ainda o uso de dinheiro roubado dos brasileiros durante os governos do PT para financiamento de regimes socialistas da América Latina – “sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política”, como dissera Lula em discurso oficial de 2005, no aniversário de 15 anos do Foro, entidade esquadrinhada em posts e vídeos virais deste blog, sem falar no best seller de Olavo de Carvalho, idealizado e organizado por mim, O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota.
(Dos prazeres menores, aliás, gosto de ter acertado a previsão sobre a boquinha que Dilma daria a Roberto Amaral, lulista do Foro.)
Sobre o Rio de Janeiro, onde nasci e vivo, denunciei incansavelmente a farsa da “pacificação”, expus o “bonde da farsa: Lula, Dilma, Cabral, Paes e Pezão”, expliquei o desastre econômico e político-criminal no vídeo “Rio é mini-Venezuela” e apresentei “As provas do cinismo de Marcelo Freixo sobre Black Blocs” (151.500 visualizações), que acabaram sendo parcialmente usadas pelo então candidato a prefeito Marcelo Crivella em inserções na TV.
Sempre que possível, entre um escândalo e outro, este blog também tratou de literatura, cinema, música e futebol, feliz ou infelizmente com acertos até sobre o vexame do Brasil na Copa do Mundo de 2014.
Tudo isto só foi possível porque a editora Thais Oyama descobriu e quis trazer à VEJA meu trabalho, iniciado na internet dez anos antes, em 2003.
Colunistas ao mesmo tempo irônicos e críticos da esquerda dominante nos meios políticos e supostamente culturais brasileiros são malvistos, demonizados e/ou boicotados na imprensa, mas Thais acreditou que meus artigos cairiam no gosto do público, como de fato aconteceu.
Agradeço imensamente a ela pelo espaço ao contraditório, bem como pelo apoio e pela lealdade em todos os momentos de transformação pelos quais passa um grande veículo.
Foi uma honra, também, trabalhar com Silvio e Augusto; com Carlos Graieb; com a parceiríssima Nathalia Watkins; além de Leslie Leitão, o melhor repórter policial do Brasil.
Agradeço por fim à turma da TVeja, em especial Xande, Nicole, Milibi, Bruna, Isa e Vivi, que sempre me ajudaram com carinho em São Paulo.
Eu escolhi sair da VEJA e seguirei em frente, bem ali do lado contrário ao dos protagonistas da corrupção, da doutrinação, da ideologia, da mentira e do cinismo, sempre tendo como lema a frase de Lima Barreto:
“Troça e simplesmente troça para que tudo caia pelo ridículo.”
Muito obrigado, meus leitores.
Um grande abraço,
Felipe Moura Brasil
Rio, 27 de abril de 2017.

Mariana Godoy recebe o prefeito de São Paulo João Doria


Mariana Godoy recebe o prefeito de São Paulo João Doria


João Doria nega ter sido agressivo com grevistas: "Não acho"



*Crédito/Fotos: Divulgação/RedeTV!



O prefeito de São Paulo também defendeu o aumento da velocidade nas marginais e afirmou que a gestão anterior deixou déficit de 7,5 bilhões aos cofres municipais


O Mariana Godoy Entrevista desta sexta-feira (28) recebeu o prefeito de São Paulo João Doria Junior. Ele falou sobre os primeiros meses à frente da Prefeitura, sobre as manifestações que tomaram o Brasil nesta sexta-feira (28) e não poupou ataques ao Partido dos Trabalhadores (PT). No início da entrevista, ao ser questionado do que estava vestido, ele não demorou a responder: "De trabalhador. Eu me visto assim, fiz a campanha assim".



Para falar sobre a greve geral, que afetou milhões de pessoas em todo o país nesta sexta-feira (28), o prefeito de São Paulo considerou: "O Brasil é um país de emoções fortes". Ele recusou o rótulo de "agressivo" ao chamar os grevistas de vagabundos: "O meu espírito é agregador, mas sou firme nas posições. Não me confunda por ser uma pessoa de paz". Com a insistência dos internautas de que classificar os manifestantes como “vagabundos” foi uma agressão e uma forma de desqualificar um movimento legítimo, Doria foi direto: "Não acho. Eu acho que aquelas que utilizam um dia de trabalho para fazer uma manifestação desse tipo, com as agressões que fizeram, (...) agredindo fisicamente as pessoas que não aderiram, batendo e, agora a noite, jogando pedras, quebrando, assaltando, usurpando, machucando. Que tipo de movimento é esse?".

Ao ser questionado se todos os grevistas eram vagabundos, ele recuou: “Eu até fiz a ressalva, nem todos, mas uma parte considerável”. Perguntado se é uma conduta adequada a um prefeito desqualificar os grevistas, Doria minimizou sua fala:  "Qual é o problema? Pergunte ao vagabundo".

O prefeito de São Paulo foi criticado por internautas, pois teria apoiado as manifestações contra a ex-presidente Dilma Rousseff e criticado as que ocorreram nesta sexta-feira no país. Doria se defendeu e garantiu que em nenhum momento apoiou as manifestações contra Dilma em uma publicação nas redes sociais. Ele ainda deu seu ponto de vista sobre os dois movimentos: “Manifestação é uma coisa, greve é outra”.

Doria voltou a criticar a greve geral: "O que houve hoje nas cidades brasileiras foi uma agressão quase generalizada no país". Ele aproveitou a oportunidade para atacar a ex-presidente: "Continuo achando a Dilma um horror, um desastre na vida do país”. Ele também criticou o PT e o ex-presidente Lula e defendeu seu ponto de vista:  “Se tem alguma coisa que eu não mudo são as minhas convicções". O tucano disse não achar as reivindicações razoáveis e defendeu as propostas do governo Temer: "Sou inteiramente a favor, tanto da reforma trabalhista como da previdenciária, exatamente como está". Para o prefeito de São Paulo, já houve muitas concessões até que se chegasse aos textos atuais.

Ao defender o aumento e a igualdade na idade de aposentadoria para homens e mulheres, ele usou a si mesmo para dizer que acharia terrível parar de trabalhar aos 59 anos. Ao ser lembrado que tanto Fernando Henrique Cardoso quanto Michel Temer recebem aposentadoria, mesmo trabalhando, ele minimizou: “Já foi, eles têm direito”. Doria, no entanto, disse não concordar com a regra que garantiu a aposentadoria a ambos e opinou: “Se continuar assim quebra o Brasil”.

O político criticou algumas alterações no ‘texto original’ da reforma e aproveitou a oportunidade para fazer duras críticas à atividade sindical no país: “Virou negócio”. Para ele, os sindicatos atuam apenas para a obtenção de recursos e, segundo seu ponto de vista, passou da hora de a Contribuição Sindical ser facultativa.

Doria também falou sobre a proposta de se transferir a estados e municípios as reformas previdenciárias do funcionalismo público. Apesar de se dizer surpreso com a proposta, ele garantiu que estado e município já estudam uma ação conjuntamente e garantiu: “A decisão será absolutamente igual. A decisão do estado será a decisão do município de São Paulo”. Ele ainda revelou: "Deverá ser um texto próprio".

Doria elogiou o governador Geraldo Alckmin, de seu partido, o PSDB, e garantiu: "A situação fiscal do governo de São Paulo é uma situação confortável".  Ele também disse que não gostaria de falar sobre seu antecessor, o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), a quem considera "uma boa pessoa e honesto". Questionado por Mariana Godoy se Haddad não havia deixado dinheiro em caixa, ele disse: “Deixou um déficit de R$ 7,5 bilhões. Houve uma superestimativa de receita e uma estimativa modesta de despesa. A receita não veio e a despesa cresceu. Nossa responsabilidade agora é colocar as finanças em ordem até o fim do ano", garantiu.

João Doria comentou os investimentos do setor privado na cidade, garantiu que todos os parques serão concessionados e insistiu que não haverá contrapartidas aos empresários: "Não tem contrapartida nenhuma, zero. Isso quem gosta é o Lula e a sua turma". Ao ser criticado por sua proximidade com o empresariado e sobre possíveis efeitos negativos que essa situação poderia causar à administração pública, ele voltou a defender essas relações entre o público e o privado e, mais uma vez, atacou o PT: "Qual é o problema de fazerem isso"? Ele garantiu: ”Transparência absoluta, eu não sou do PT, não sou Lula, nem Dilma, nem Zé Dirceu".

João Doria voltou a se amparar no discurso do “não político” para justificar suas ações à frente da prefeitura de São Paulo: "Eu tenho que trabalhar nos meus quatro anos como prefeito. Eu sou gestor, sou um administrador, por isso que eu faço diferente, não sou um político”. Ele também se defendeu das acusações de interesses pessoais: "Eu não preciso de dinheiro público". E afirmou: "Faço uma gestão diferente, por isso surpreendo as pessoas".

João Doria evitou falar sobre uma possível candidatura à Presidência da República em 2018: "Eu quero ser prefeito da cidade de São Paulo. Meu candidato à Presidência da República se chama Geraldo Alckmin”. Diante da insistência da pergunta, uma vez que ele se enquadra em um perfil admirado atualmente pelo eleitor, o do “não político”, Doria rejeitou tratar do tema: ”Não é hora de falar disso”.

Ao ler quatro manchetes que acusam membros do PSDB de terem se beneficiado de dinheiro ilegal, o político defendeu seu partido atacando o PT:  "São quatro manchetes, se fosse o PT seria uma enciclopédia". Esse comentário fez com que ele fosse questionado se “personificar o antipetismo” não seria uma estratégia política. Doria, então, respondeu: “Eu penso no país e no Brasil”. Para o prefeito da capital paulista, os quase 14 milhões de desempregados no país são um legado das gestões Lula e Dilma, no que ele classificou como ”o maior assalto ao dinheiro público da história da humanidade”. Doria garantiu que se a Lava Jato constatar a culpa de políticos do PSDB ele criticará seu partido com a mesma contundência que critica o PT: “A lei é feita para todos".

Confrontado com o caso Banestado, que teria tirado ilegalmente do Brasil cerca de U$ 125 bilhões e teria, ainda, o envolvimento de pessoas ligadas ao PSDB, João Doria minimizou: "Juizado de pequenas causas perto do PT".  O tucano aproveitou a oportunidade para elogiar o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato: "Esse homem é o herói do Brasil”.

João Doria explicou que os festejos do Dia do Trabalhador não poderão ocorrer na Avenida Paulista por uma decisão da Justiça, mediante assinatura de um termo de ajustamento de conduta (TAC) assinado pela gestão anterior:  "Não sou eu que não quero, a Justiça é que não permite. Não posso ir contra a lei".

Ao falar sobre outro problema sério enfrentado pelos paulistanos, a ‘Cracolândia’, João Doria disse que o tráfico de drogas na região prosperou absurdamente nos últimos quatro anos e observou: "É um shopping center de drogas a céu aberto". O prefeito garantiu que, com ações de saúde, assistência social, urbanismo e segurança irá acabar com esse problema, e depressa. Mais uma vez, citando uma parceria com a iniciativa privada, ele garantiu que as coisas se resolverão ainda neste ano: "Eu não tenho medo de bandido e nem de traficantes, porque a hora deles vai chegar”.

O tucano defendeu o aumento de velocidades nas marginais Tietê e Pinheiros e negou que  essa tenha sido a causa do grande aumento de acidentes registrado nos primeiros meses deste ano: ”Nenhum acidente nesses três meses depois que nós mudamos as marginais Tietê e Pinheiros têm ligação com o aumento de velocidade”. Doria atribuiu a maioria das ocorrências e mortes aos condutores de motos a anunciou que em duas semanas deve ser veiculada uma “campanha de impacto para orientar e educar os motociclistas”. O prefeito de São Paulo aproveitou para dizer que em breve será divulgado o balanço das aplicações de punição aos motoristas infratores na capital e garantiu: “A obsessão pelas multas já não existe mais”.

João Doria voltou a defender o Corujão da Saúde que, segundo ele, zerou a fila de exames na cidade de São Paulo. Apesar de muitos críticos dizerem que nem todos os exames eram contemplados pelas ações da Prefeitura, Doria insistiu: “Resolvemos o problema da fila dos exames”. A próxima ação da Prefeitura, segundo ele, será o Corujão da Cirurgia. O tucano explicou que, para a realização das operações, “o critério é emergencial" e assegurou que os hospitais particulares envolvidos na ação serão pagos de acordo com a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). Mesmo defendendo suas ações, o político reconheceu que não conseguirá resolver todos os problemas de saúde da cidade e ponderou: “Milagre eu ainda não faço”.

O prefeito de São Paulo comentou o corte de investimentos em cultura, sobretudo nas regiões periféricas da cidade e informou: "Vamos substituir os programas, ao invés de públicos serão privados". Ele usou, mais uma vez, o suposto déficit de R$ 7,5 bilhões da Prefeitura para justificar a redução de investimentos e a substituição de gastos públicos por privados e concluiu: "A Virada Cultural vai ser feita majoritariamente com dinheiro privado”.

Ao ser questionado sobre como foi trabalhar hoje, ele garantiu que foi de carro e não de helicóptero, como havia sido divulgado nas redes sociais por alguns críticos, mas esbravejou: "Quando uso helicóptero, uso o meu, que comprei com meu dinheiro”. Mais uma vez, Doria atacou o ex-presidente: “Eu não sou o Lula que compra pedalinho com dinheiro de empreiteira”.

O político do PSDB voltou a defender as reformas propostas pelo governo Temer: “Eu venho do setor privado, eu conheço esse mundo”. Doria prosseguiu: "O Brasil é um grande mercado, mas precisa ter regras claras". Para ele, as reformas trabalhista e previdenciária serão um estímulo positivo para novos investimentos no Brasil. Segundo ele, “ganha o trabalhador e ganha o desempregado”. O tucano foi além e garantiu investimentos aos montes no país caso as reformas sejam aprovadas: "Vamos ter uma enxurrada de investimentos no Brasil ainda esse ano”.

O prefeito de São Paulo defendeu as escolhas do presidente Temer: “Temos que confiar nas reformas”. Ele ainda garantiu: “Não tenho interesse político nisso”. Por fim, fez uma declaração de amor ao país: "Eu podia morar fora do Brasil, tenho patrimônio, tenho tudo, trabalhei para isso, mas amo o Brasil, quero estar aqui e ajudar meu país."

Fonte: Blog Edmilson Gomes
Rede TV - Veja íntegra do vídeo

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