sexta-feira, 6 de março de 2015

Coluna do Claudio Humberto

Amigos do ministro Joaquim Levy (Fazenda) não apostam que ele fique no cargo por muito tempo. Isolado no governo, sem apoio do PT e aliados e hostilizado pelos sindicatos, não gostou de ter sido criticado publicamente por Dilma, após chamar de “brincadeira” e “grosseiras” as ações de política fiscal dos antecessores. Levy também ficou sentido com a bronca por não atender prontamente as convocações Dilma.
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Controladora, Dilma quer saber de cada passo do ministro, mas às vezes Levy não pode atender a convocação imediatamente, e isso a irrita.
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Levy também enfrenta dificuldade, dizem os amigos, de tomar broncas seguidas de esculachos, em meio a palavrões impublicáveis.
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Quando era convocado para despacho com Dilma, o subserviente Guido Mantega chegava a tomar quatro horas de chá-de-cadeira.
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Após classificar Joaquim Levy como “uma ilha no mar de mediocridade do governo”, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga
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Desapontou integrantes da força-tarefa da Lava Jato a decisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de pedir apenas “abertura de inquérito”, em lugar de aproveitar as investigações já realizadas para fazer a denúncia do caso ao Supremo Tribunal Federal. Esses membros da força-tarefa defendem o “vazamento generalizado” do caso, para mostrar que há razões sólidas para denunciar os citados.
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A força-tarefa está absolutamente convencida de que há razões sólidas para denunciar os 54 nomes, incluindo 45 parlamentares.
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O caso do mensalão é precedente: o então procurador-geral Antonio Fernando Souza transformou o inquérito em denúncia ao Supremo.
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Janot afirmou ontem, em mensagem na primeira pessoa, que decidiu apenas pedir abertura de inquérito baseado em “critérios técnicos”.
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O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, nem sequer telefonou ao presidente da CPI da Petrobras, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), para demonstrar interesse em colaborar com os trabalhos da comissão.
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Há relatos de diplomatas brasileiros de cobrança de colegas, mundo afora, sobre a hostilidade de Dilma à Indonésia, recusando-se a receber as credenciais do seu embaixador. O choque aumenta quando eles contam que é tudo por causa de um traficante de drogas.
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Reunião que definiu o comando das comissões na Câmara acabou em barraco. Jandira Feghali (RJ) disse que o PCdoB não foi consultado e se sentiu traída pelo PT. “Deve estar sobrando aliado”, disparou.
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O ministro Cid Gomes (Educação) piorou muito a relação entre Câmara e governo ao chamar deputados de “achacadores”, e sem a coragem de listá-los. O oposicionista Bruno Araújo (PE) exige sua demissão.
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O senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) quer passar o pente fino no “Sistema S”. Propôs a criação de subcomissão para fiscalizar grana arrecadada pelo sistema. Em 2014, o Sistema S obteve R$ 31 bilhões.
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O PSDB anda tranquilo com a “lista Janot”, que pede investigação de políticos enrolados no Petrolão. Nas contas de um cacique, somente um tucano aparece: o falecido Sérgio Guerra, ex-presidente do partido.
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Eduardo Cunha demitiu o chefe do grupo de segurança da presidência da Câmara, Jasson Rocha. O ex-funcionário seria ligado ao PT e abriu o bico sobre reuniões secretas dele com outros deputados.
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A farda do deputado Capitão Augusto (PR-SP) gerou confusão entre os colegas. Silvio Costa (PSC-PE) o acusa de usá-la só para ganhar mídia e invoca regimento interno para exigir do deputado o uso do terno.
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Inovador, o PT em doze anos não só destruiu os fundamentos da economia como tornou supérfluos ar condicionado, usar carro e comer.

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