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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Gilmar Mendes diz que criticar a Lava Jato é 'opinião' e 'não é crime'

Gilmar Mendes diz que criticar a Lava Jato é 'opinião' e 'não é crime'

 - Atualizado: 10 Junho 2016 | 15h 01

Ministro do STF destacou que é preciso caracterizar flagrante delito para que as prisões de parlamentares sejam feitas

RIO - Ao comentar os pedidos de prisão de quatro líderes do PMDB feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse que é preciso "cautela" e opinou que criticar a Operação Lava Jato, "por si só", não é crime. Os pedidos para prender o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), do senador Romero Jucá (RR), do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), e do ex-presidente da República e ex-senador José Sarney (AP) está nas mãos do relator da Lava Jato no Supremo, Teori Zavascki.
"Não conheço os fundamentos que o procurador traz. Certamente, isso vai ser apreciado pelo relator. Agora, o fato de criticar a Lava Jato ou o fato de dizer que a delação de presos deveria ser evitada e a legislação deveria ser mudada, isso são opiniões. Há doutrinadores, há advogados que também criticam. Isso, por si só, não é crime", afirmou Mendes.
Questionado se era possível comparar os pedidos de prisão dos peemedebistas com o caso do ex-senador Delcídio Amaral, preso sob suspeita de tentar obstruir as investigações da Lava Jato, depois de ser flagrado em gravação feita por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, Gilmar Mendes disse não ter elementos para avaliar. 
O ministro lembrou que o Senado e a Câmara podem negar prisões de parlamentares. Mendes destacou que é preciso caracterizar flagrante delito para que as prisões de parlamentares sejam feitas. "Para que haja prisão, é preciso que se caracterize como um flagrante delito. Depois tem que se comunicar  à Câmara ou ao Senado, se for o caso, para que deliberem sobre o tema. Claro que eles podem negar a autorização e relaxar a prisão", afirmou Gilmar Mendes. O ministro lembrou que somente no caso de condenação definitiva o Congresso não tem poder de decidir sobre a prisão de senadores ou deputados. 
Mendes respondeu a uma pergunta sobre lentidão do STF para tomar decisões na Lava Jato com críticas à PGR. "O Tribunal não está aparelhado para julgar tantos casos, isso consome uma energia brutal dos magistrados. Mas temos 50 inquéritos (pedidos de investigação de políticos na Lava Jato) e só foram oferecidas onze denúncias (pela PGR). Se há atraso, não é imputável ao STF. Não vou emitir juízo sobre isso, vocês tirem as conclusões", respondeu.
Prisão. Em seu pedido, Janot sustentou que os políticos do PMDB tentam atrapalhar as investigações da Lava Jato, que apura esquema de corrupção na Petrobrás e outras estatais. 
O pedido de prisão de Renan, Sarney e Jucá foi feito com base em gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Em conversa com Machado, Jucá fala em "pacto", possivelmente para dificultar o avanço da Lava Jato. Em outro diálogo, Renan criticou a recondução de Janot para a chefia da Procuradoria Geral da República (PGR) e o chamou de "mau caráter". O presidente do Senado também disse ser contra a delação premiada de investigados que estão presos. Os peemedebistas dizem que apenas emitiram opiniões sobre as investigações e negam qualquer tentativa de obstrução.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

É impressionante

É impressionante


É impressionante como Rodrigo Janot acelerou a ofensiva contra Renan Calheiros depois de Dilma Rousseff ser afastada.

RENAN PODE SER AFASTADO


Renan Calheiros pode ter o mesmo destino de Eduardo Cunha. 
Rodrigo Janot já teria elementos suficientes para pedir o afastamento do presidente do Senado por tentar interferir nas investigações da Operação Lava-Jato.

Um petista na linha sucessória

Se Renan Calheiros for afastado, Jorge Viana assume o comando do Senado na fase mais delicada do processo de impeachment.
Mais: o petista entra na linha sucessória em caso de ausência de Michel Temer.

Calheiros diz que indicação do presidente do BC será votada no Senado no mesmo dia que na CAE

 - Atualizado: 01 Junho 2016 | 17h 41

Presidente da Casa se comprometeu a dar agilidade ao processo; sabatina no CAE está agendada para a próxima terça-feira

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que o Senado dará celeridade à indicação de Ilan Goldfajn à presidência do Banco Central. Renan se comprometeu a votar a indicação no plenário do Senado no mesmo dia em que houver a sabatina na CAE, agendada para a próxima terça-feira (7).
Na mesma data, acontece a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que define a taxa básica de juros. O governo pretendia que Goldfajn assumisse a presidência do BC a tempo de participar da reunião. A expectativa foi frustrada pela presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Gleisi Hoffmann (PT-PR), que seguiu o regimento do Senado e não adiantou a sabatina de Goldfajn.
Questão de ordem. Renan se comprometeu ainda em responder hoje, em plenário, a questão de ordem do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que pede que o prazo para sabatina dos indicados ao BC aconteça em até cinco dias úteis após a leitura da matéria no plenário, e não na CAE.
"Quero responder a essa questão de ordem, de forma a não deixar todas as decisões nas mãos das comissões. O plenário é soberano. A decisão pode valer para outras indicações de autoridades", disse Renan. Se ele aceitar o questionamento, é possível que os senadores exijam que a sabatina de Goldfajn seja realizada ainda nessa quinta-feira (2).
O presidente do Senado não confirmou que esse seria o resultado final de sua atuação ao aceitar o questionamento, mas deixou a questão em aberto ao ponderar que, se houver "interesse e quórum", a sabatina poderia ser realizada já amanhã.

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