“Ele pediu perdão para eu retirar o processo”, diz ex-faxineira sobre Lamacchia
07/03/2016 16:30
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Glória da Graça de Souza, 67 anos, recebeu a reportagem da DINHEIRO para falar sobre o processo que moveu contra o empresário José Roberto Lamacchia, por uso indevido do seu nome para a mudança de uma entidade sem fins lucrativos em empresa privada. Durante a conversa, que durou aproximadamente 1 hora, ela chorou em duas oportunidades e mostrou determinação para seguir até o fim.
Quando foi a primeira vez que a sra. encontrou o sr. José Roberto Lamacchia?
Foi só na minha casa, quando ele invadiu. Nunca tinha conhecido ele.
Foi só na minha casa, quando ele invadiu. Nunca tinha conhecido ele.
Como aconteceu essa invasão?
Fui na mercearia comprar açúcar e uma massa de bolo. Quando voltei, tinha um rapaz com uma câmera fotográfica e um taxista, parados na porta de casa. Ele disse que era repórter e perguntou seu eu era a Glória. Esperou eu responder e desceu do carro o próprio José Roberto Lamacchia, dizendo que queria falar comigo. Ele não esperou eu abrir o portão e foi entrando na minha casa.
Fui na mercearia comprar açúcar e uma massa de bolo. Quando voltei, tinha um rapaz com uma câmera fotográfica e um taxista, parados na porta de casa. Ele disse que era repórter e perguntou seu eu era a Glória. Esperou eu responder e desceu do carro o próprio José Roberto Lamacchia, dizendo que queria falar comigo. Ele não esperou eu abrir o portão e foi entrando na minha casa.
Como foi a conversa?
Ele disse que daria uma vida melhor para mim e para meus netos. Mas eu disse que não queria nada dele. Ele me ameaçou bastante. Disse que poderia dar o melhor para mim, para eu retirar todos os processos que coloquei contra ele, pois todos eram falsos. Sempre trabalhei na prefeitura ou como diarista e batalhei para ter o que é meu. Fui na delegacia e fiz o B.O., porque ele disse que voltaria.
Ele disse que daria uma vida melhor para mim e para meus netos. Mas eu disse que não queria nada dele. Ele me ameaçou bastante. Disse que poderia dar o melhor para mim, para eu retirar todos os processos que coloquei contra ele, pois todos eram falsos. Sempre trabalhei na prefeitura ou como diarista e batalhei para ter o que é meu. Fui na delegacia e fiz o B.O., porque ele disse que voltaria.
A sra. se sentiu ameaçada?
Sim, eu me senti ameaçada porque ele disse que iria voltar, mas não disse o que iria fazer.
Sim, eu me senti ameaçada porque ele disse que iria voltar, mas não disse o que iria fazer.
E por que a sra. quer ir até o fim?
Se eu comecei ,tenho de ir até o fim. Eu ia até desfazer, quando ele ajoelhou nos meus pés. Não sou Deus para dar perdão a ninguém, quem sou eu?
Se eu comecei ,tenho de ir até o fim. Eu ia até desfazer, quando ele ajoelhou nos meus pés. Não sou Deus para dar perdão a ninguém, quem sou eu?
Ele pediu o seu perdão?
Pediu, para eu tirar o processo. Disse que me daria R$ 600 mil, um carro e até uma moradia ‘porque olha a situação que você está’. Mas eu não quero isso. Ainda quero saber por que o meu nome estava ali. Eu me senti usada. Se você tem um documento, é seu. A pessoa que está usando é um estelionatário.
Pediu, para eu tirar o processo. Disse que me daria R$ 600 mil, um carro e até uma moradia ‘porque olha a situação que você está’. Mas eu não quero isso. Ainda quero saber por que o meu nome estava ali. Eu me senti usada. Se você tem um documento, é seu. A pessoa que está usando é um estelionatário.
A sra. teve algum outro problema com o sr. Lamacchia?
Tive um problema quando ele foi no banco e pegou o meu holerite. Quando cheguei na minha agência, uma atendente disse que tinha tido um probleminha. Mas ela não falou nada. Algum funcionário pegou a cópia do meu holetire. Ele fez, tipo, uma procuração, sabe, para ter acesso. Depois a atendente me levou para conversar com o gerente, que pediu desculpas e disse que o funcionário foi mandado embora.
Tive um problema quando ele foi no banco e pegou o meu holerite. Quando cheguei na minha agência, uma atendente disse que tinha tido um probleminha. Mas ela não falou nada. Algum funcionário pegou a cópia do meu holetire. Ele fez, tipo, uma procuração, sabe, para ter acesso. Depois a atendente me levou para conversar com o gerente, que pediu desculpas e disse que o funcionário foi mandado embora.
Qual é o seu banco?
O Banco do Brasil, do Jardim Marajoara.
O Banco do Brasil, do Jardim Marajoara.
A sra. teve de depor na Polícia Federal?
Fui chamada na Polícia Federal e compareci com meu irmão. Fui ver o que estava acontecendo, pois não sabia o que era. Eles perguntaram se eu conhecia o José Roberto Lamacchia e o Cebrasp. Disse o que estou falando agora. Contei das reuniões, das pessoas que participavam. Toda a história. Eles queriam saber tudo. Muita pressão, né?! A minha sorte é que eu soube conversar, não contei nenhuma mentira. Vi a escrivã conversando e falando que não tinha nada. E o delegado disse para me liberar, pois a ordem era de prisão.
Fui chamada na Polícia Federal e compareci com meu irmão. Fui ver o que estava acontecendo, pois não sabia o que era. Eles perguntaram se eu conhecia o José Roberto Lamacchia e o Cebrasp. Disse o que estou falando agora. Contei das reuniões, das pessoas que participavam. Toda a história. Eles queriam saber tudo. Muita pressão, né?! A minha sorte é que eu soube conversar, não contei nenhuma mentira. Vi a escrivã conversando e falando que não tinha nada. E o delegado disse para me liberar, pois a ordem era de prisão.
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