Governo Alckmin suspende reorganização da rede de ensino
O ESTADO DE S. PAULO
04 Dezembro 2015 | 12h 24
Recuo ocorre após estudantes ocuparem 196 escolas, a maioria da capital paulista, e realizarem uma série de manifestações nas ruas
Atualizado às 13h13
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SÃO PAULO - O governo Geraldo Alckmin (PSDB) suspendeu nesta sexta-feira, 4, a reorganização da rede de ensino, após estudantes ocuparem 196 escolas, a maioria da capital paulista, e realizarem uma série de manifestações nas ruas. À tarde, o governador dará uma entrevista coletiva sobre o assunto.
O recuo do governo foi divulgado horas depois de os estudantes terem iniciado mais um protesto nas ruas. A manifestação começou por volta das 7 horas, na Cidade Universitária, no Butantã, zona oeste, subiu a Avenida Rebouças, entrou na Paulista, desceu a Consolação e chegou na Praça da República, onde funciona a Secretaria Estadual de Educação. A partir da Paulista, a polícia avançou sobre os alunos e lançou bombas para dispersar o protesto. Ao longo do protesto, estudantes ouviam palavras e apoio e a polícia, críticas.
Após o anúncio do governo, estudantes que participaram de manifestação comemoraram, aos prantos, a notícia na Praça da República, região central.
O recuo em relação à reorganização escolar ocorre no dia em que pesquisa do Datafolha, divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo, mostrou que o governo Alckmin enfrenta taxa de rejeição histórica.
O anúncio da reorganização da rede estadual causou polêmica porque, para promovê-la, o governo fecharia 93 escolas. O objetivo, segundo a gestão Alckmin, era transformar 754 escolas em ciclo único - ou seja, elas passariam a ter apenas do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, do 6º ao 9º do fundamental ou do 1º ao 3º ano do ensino médio. Com isso, 311 mil estudantes seriam trocados de escola. Nesta sexta-feira, o Estado mostrou que, em informe a promotores do Grupo de Atuação Especial de Educação (Geduc) do Ministério Público Estadual de São Paulo (MP-SP), a Secretaria Estadual da Educação admitiu que a reorganização traria "redução de despesas".
/ FELIPE RESK, JULIANA DIÓGENES, LUIZ FERNANDO TOLEDO E PAULO SALDAÑA
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