segunda-feira, 23 de maio de 2016

Após apelo de Temer, Renan antecipa início da votação da meta fiscal

Após apelo de Temer, Renan antecipa início da votação da meta fiscal

'É importante que este governo caminhe na legalidade. Temer não pode repetir o governo anterior nesse aspecto', disse o presidente do Congresso

Por: Marcela Mattos e Felipe Frazão, de Brasília - Atualizado em 
Michel Temer e Renan Calheiros
Presidente em exercício Michel Temer durante reunião com presidente do Senado Federal, Renan Calheiros - 23/05/2016(Beto Barata/PR)
Diante da ameaça de uma dura obstrução da oposição, o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiu antecipar o início da sessão desta terça-feira prevista para votar a redução da meta fiscal. A mudança atende apelo do presidente interino Michel Temer, que compareceu ao Congresso nesta segunda pela primeira vez desde que assumiu o cargo para entregar a Renan a estimativa de um rombo de 170,5 bilhões de reais para este ano.
Após o encontro, o presidente do Congresso disse que Michel Temer pediu para que a Casa agilizasse a apreciação da redução do superávit. "A sessão inicial estava marcada para as 16 horas. Vamos antecipar a convocação para as 11 horas, de modo a termos mais tempo. Eu vou tratar o governo Temer da mesma forma que eu tratei o governo Dilma. O que está em jogo não é o Michel, é o Brasil", disse Calheiros.
"Há uma exigência nacional com relação à apreciação dessa matéria. É muito importante para que o novo governo caminhe na legalidade, e ele [Temer] não pode repetir o governo anterior nesse aspecto", continuou o presidente do Congresso.
Apesar da projeção de déficit em 2016, o Orçamento elaborado ainda na gestão da presidente afastada Dilma Rousseff e aprovado para este ano fixou uma meta de superávit primário (economia para pagamento de juros da dívida pública) de 24 bilhões de reais. Em março, a equipe econômica petista enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei para mudar a meta fiscal, de forma a autorizar que o governo registrasse um rombo. Ainda assim, o déficit previsto era bem menor, de 96,65 bilhões de reais.
Ao apresentar na última sexta-feira a previsão de um rombo de 170,5 bilhões de reais, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a receita estava superestimada e classificou a nova meta de "realista". Caso o texto não seja aprovado, a gestão de Temer corre o risco de ter o orçamento congelado.

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