terça-feira, 24 de maio de 2016

Governo anuncia medidas econômicas

Governo anuncia medidas econômicas

Presidente em exercício Michel Temer e ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciam primeiras medidas econômicas para reverter déficit fiscal
O governo de Michel Temer, atravessando sua primeira grande crise com o vazamento de áudio do então ministro do Planejamento Romero Jucá, anuncia nesta terça-feira, 24, um conjunto de medidas para tentar mudar o rumo da economia. 
O presidente fará uma fala pública às 10h e às 10h30, os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e Eliseu Padilha (Casa Civil) concederão coletiva de imprensa. 
A temperatura subiu pelo “efeito Jucá”, mas desde a semana passada, com a revisão para R$ 170,5 bilhões da previsão de rombo nas contas do governo federal, o governo já tinha começado a sentir uma deterioração rápida das expectativas com a falta de medidas efetivas.




"Podem esbravejar"


Michel Temer disse que, como vice-presidente, ele é consequência da Constituição. E que a sua interinidade não significa que o país deve parar
Também deu recado ao PT: "Quem quiser esbravejar, o faça quanto quiser, mas dentro das vias legais".

"Todos querem testar as instituições"

Na abertura da reunião com a equipe econômica, Michel Temer criticou o PT e seus aliados por tentarem impedir a votação da nova meta fiscal.
"Todos querem testar as instituições nacionais. Lamento dizer que muitos dos que propuseram a modificação da meta hoje anunciam que vão tumultuar os trabalhos para impedir a votação."
Ele lembrou que o projeto original foi remetido ao Congresso pelo governo Dilma Rousseff. "Nós apenas tivemos que rever o montante do déficit."
Defendendo o que chama de "semiparlamentarismo", Temer pediu ajuda aos parlamentares para que o projeto seja aprovado.

"Deus me deu uma missão"

"Deus me deu uma missão. Que eu ajude a tirar o Brasil da crise", disse Michel Temer.

O PT não lê a Constituição

Michel Temer: "Interinidade não significa que o país tenha que parar. Quem diz que houve ruptura constitucional, não lê a Constituição."

"Não vamos impedir a apuração de ilícitos"

Sem falar da exoneração de Romero Jucá, Michel Temer falou da necessidade de preservar a coerência de seu discurso a favor das investigações.
"Nós não vamos impedir a apuração com vistas à moralidade pública e administrativa. Vamos sempre incentivá-la. Temos dito isso com frequência inaudita."

Emenda para limitar gastos

O presidente também anuncia que enviará ao Congresso uma proposta de emenda constitucional para limitar o aumento dos gastos públicos.
O limite será o equivalente à inflação do ano anterior.

100 bilhões do BNDES para o Tesouro

Michel Temer anuncia que avalia juridicamente a devolução de 100 bilhões de reais do BNDES para o Tesouro Nacional.

2 bilhões de reais do Fundo Soberano

Para ajudar a cobrir as despesas públicas, Michel Temer lançará mão dos 2 bilhões de reais do Fundo Soberano -- e extingui-lo.

Fundos sem indicações políticas

Michel Temer avisa que o governo vai incentivar a aprovação de projeto que melhora a governança dos fundos de pensão e estatais. Serão criadas regras rígidas para nomeação de diretores com base em critérios técnicos e não políticos.
Seria o fim do aparelhamento.

Sem aumento de subsídios

Nenhum ministério poderá apresentar projetos que impliquem aumento de subsídios.
Isso significará uma economia de 2 bilhões de reais por ano.

Nada de aumento de impostos (até agora)

Michel Temer afirma que essas são apenas as primeiras medidas.
Ao contrário do que se imaginava, não houve anúncio de aumento de impostos.

"Não sou fraco. Tratava com bandidos"

Michel Temer diz que é um erro imaginar que ele é "fraquinho".
"Fui secretário de Segurança Pública de São Paulo. Tratava com bandidos."
Não deixou de tratar, Temer.

"Não temos compromisso com o equívoco"

Michel Temer disse que não há problema em voltar atrás em decisões.
"Assim como JK, não temos compromisso com o equívoco."

Reforma será feita

Michel Temer disse que a reforma da Previdência está sendo amplamente discutida com entidades sindicais, mas será feita.

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