Leia os fundamentos de Moro para mandar prender o ex-tesoureiro do PP
23/05/2016, 16h30
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Juiz da Operação Lava Jato vê necessidade de preservar a ordem pública e prevenir 'o envolvimento do investigado em outros esquemas criminosos'
Ao mandar prender o ex-tesoureiro do PP João Cláudio Genu, o juiz federal Sérgio Moro argumentou que a prisão preventiva cabe para preservar ‘ordem pública, em um quadro de corrupção sistêmica, e reiteração delitiva’.
Moro destacou que Genu, capturado nesta segunda-feira, 23, em Brasília, na Operação Repescagem, 29.ª fase da Lava Jato, continuou recebendo propinas do esquema Petrobrás mesmo depois de condenado no Mensalão.
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“Se sequer o recebimento, em 28 de agosto de 2007, da denúncia na Ação Penal 470 (Mensalão), o início do julgamento público em agosto de 2012 e a condenação finalizada em 17 de dezembro de 2012, todos atos praticados pelo Plenário Supremo Tribunal Federal, impediram que o investigado, João Cláudio de Carvalho Genu, concomitantemente, persistisse recebendo vantagem indevida, agora do esquema criminoso que acometeu a Petrobrás, forçoso reconhecer a necessidade da prisão cautelar, para interromper de vez a prática sucessiva de ilícitos criminais, além de garantir o prestígio da Justiça e do Egrégio Supremo Tribunal Federal”, assinalou Moro.
“Portanto, para preservar a ordem pública, em um quadro de corrupção sistêmica, e reiteração delitiva, justifica-se a prisão preventiva.”
Segundo Moro, ‘a medida, além de prevenir o envolvimento do investigado em outros esquemas criminosos, também terá o salutar efeito de impedir ou dificultar novas condutas de ocultação e dissimulação do produto do crime, já que este ainda não foi recuperado’.
“Presentes, portanto, não só os pressupostos da prisão preventiva, boa prova de materialidade e de autoria, mas igualmente o fundamento, risco à ordem pública, defiro o requerimento do MPF para decretar a prisão preventiva de João Cláudio de Carvalho Genu”
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