segunda-feira, 23 de maio de 2016

PSDB se defende, mas evita opinar sobre situação de Jucá

PSDB se defende, mas evita opinar sobre situação de Jucá

 - Atualizado: 23 Maio 2016 | 17h 21

Em nota oficial de cinco linhas, sigla poupa ministro do Planejamento; tucanos evitam se manifestar sobre áudio

Brasília - Em resposta à veiculação da gravação em o ministro do Planejamento, Romero Jucá, sugere travar a investigação da operação Lava Jato, e cita quatro senadores do PSDB, o partido divulgou uma breve nota alegando que não existe qualquer acusação contra parlamentares na conversa.
O texto da defesa não opina sobre a situação de Jucá e os tucanos evitam falar sobre o assunto. 
 "Não existe nos diálogos nenhuma acusação ao PSDB e aos senadores citados. No que diz respeito à menção à eleição do senador Aécio Neves para presidente da Câmara dos Deputados, em 2001, ela se refere ao entendimento político pelo qual o PSDB apoiou o candidato do PMDB para presidente do Senado e o PMDB apoiou o candidato do PSDB para presidente da Câmara. Entendimento legitimo, feito de forma correta e amplamente acompanhado pela imprensa na época", diz o texto.
Em conversa ocorrida em março entre Machado e Jucá e rrevelada hoje pelo jornal Folha de S.Paulo, o atual ministro do Planejamento diz que "caiua  ficha de líderes do PSDB sobre o potencial de danos que a Operação Lava Jato pode causar em vários partidos".    
CONFIRA HISTÓRICO DE INVESTIGAÇÕES ENVOLVENDO O MINISTRO DO PLANEJAMENTO ROMERO JUCÁ (PMDB-RR)
André Dusek/Estadão
Pé no freio
Nesta segunda-feira, 23, uma conversa divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo entre o ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR), e Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobrás, se transformou na primeira grande crise do governo Temer. No áudio, Jucá sugere que o impeachment da presidente Dilma Rousseff seria parte de uma estratégia para frear a Operação Lava Jato. Essa, no entanto, não é a primeira vez que ex-senador é citado em tramoias políticas; confira o histórico de investigações envolvendo o ministro  
Em outro trecho, Machado cita nominalmente Aécio e diz que ele será "o primeiro a ser comido". Em seguida, cita a campanha do atual senador para eleger-se presidente da Câmara, em 2001. "O que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele (Aécio) ser presidente da Câmara?".     
Em outro momento, Machado indagou "Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB." Na nota, o PSDB também minimiza que a referência seja a algum esquema que envolva o presidente da sigla e alega que a menção é relacionada ao apoio do PSDB à eleição de parlamentares do PMDB na presidência da Câmara e do Senado.
Na mesma gravação, Jucá sugere ainda que uma solução para travar a operação da Polícia Federal seria por meio do impeachment da presidente Dilma Rousseff e a consequente ascensão do vice Michel Temer. Mesmo antes do início do governo provisório de Temer, Jucá já se destacava com um dos principais aliados do presidente interino.

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