segunda-feira, 4 de abril de 2016

Cada manobra de Lula e Dilma contra prisão e impeachment só reforça necessidade de ambos

Cada manobra de Lula e Dilma contra prisão e impeachment só reforça necessidade de ambos

Até o New York Times assiste estarrecido à rede de corrupção petista. Veja resumão

Por: Felipe Moura Brasil  

Resumão em notas e tuitadas:
– A capa do New York Times desta segunda-feira (4) destaca a rede de corrupção dos governos Lula e Dilma Rousseff, com base na delação do senador e ex-líder do atual governo no Senado, Delcídio do Amaral. Parabéns, queridos.
Dilma NYT
– Este blog também chegou ao New York Times. No trecho da matéria sobre o sítio de Lula reformado por empreiteiras do petrolão, o jornal americano de esquerda menciona a informação pitoresca revelada aqui:
NYT pedalinhos
“Docked at a wharf in the lake, pedal boats were inscribed with the names of his grandchildren, Pedro and Arthur.”
“Ancorados em um cais no lago, pedalinhos foram inscritos com os nomes de seus netos, Pedro e Arthur.”
Obrigado, queridos.
– A propósito: a PF suspeita que Lula tenha plantado documentos em seu apartamento para despistar os investigadores.
Um deles é o contrato de compra e venda do sítio de Atibaia, informa o Radar de VEJA.
“Diante das evidências, mostradas no grampo telefônico, de que Lula já esperava sofrer busca e até mesmo a condução coercitiva, procuradores e policiais federais acreditam que o documento pode ter sido plantado para justificar uma futura tentativa de regularizar a propriedade do imóvel”.
Ótimo. Com isso, as acusações contra Lula por falsidade ideológica e obstrução da Justiça ficam ainda mais robustas.
– Lula disse: “O Temer é um constitucionalista, ele é professor de direito, ele sabe que o que estão fazendo é golpe.”
Temer respondeu: justamente por ser constitucionalista, sei que não há golpe em curso.
Podia ter acrescentado a foto de Lula e José Dirceu entregando ao próprio Temer, então presidente da Câmara, o pedido petista de impeachment contra FHC:
Lula Dirceu entregam
#LulaGolpista
– José Eduardo Cardozo, advogado-geral da União remunerado pelos pagadores de impostos, defende oralmente Dilma nesta segunda-feira, na comissão especial do impeachment. É o primeiro “golpe” da história nacional com amplo direito ao contraditório.
– Estadão: “Cardozo vai pedir arquivamento de impeachment e alegar vingança de Eduardo Cunha”. O PT sempre transforma a revelação dos crimes petistas em matéria de rancor alheio. Como tuitei em outubro:
Tuite MAVs
– Pior que a Folha de S. Paulo pedir a renúncia do vice-presidente Michel Temer ao pedir a de Dilma para evitar o “trauma” do impeachment, é o editorial pressupor como “eleição democrática” a vitória bancada pelo petrolão.
– Dilma respondeu à Folha: “Jamais renunciarei.” Ela também prometera em campanha não cortar direitos trabalhistas “nem que a vaca tussa”. O que vale a palavra de Dilma? Nada.
– Se Dilma sofrer impeachment, diz O Globo, Temer “herdará não só o cargo, mas também as quatro ações que pedem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação da chapa vencedora nas eleições de 2014. Os ministros do tribunal já concordaram, nos bastidores, que os processos continuarão abertos”.
Semanas atrás, os ministros do TSE aparelhado pelo PT haviam sinalizado o contrário, o que servira até para encorajar o rompimento do PMDB com o governo e a articulação pró-impeachment. Agora aparentemente mudaram de posição, talvez para fazer o certo pelos motivos errados.
– Estadão“Renan também tem trabalhado com afinco para sabotar o empenho do vice-presidente Michel Temer para unir o PMDB. A multiplicação dos bigorrilhos [governistas] é uma ação crucial para o governo, porque a fragmentação do PMDB indica aos demais partidos da base que talvez não haja consenso em torno do impeachment – e, portanto, seria imprudente abandonar o governo e seus preciosos cargos e verbas neste momento, quando a contabilidade dos votos contrários a Dilma ainda não está clara.”
Para o jornal, “a disposição de Renan em ajudar Dilma é escancarada” e ele decerto “espera que seu investimento na operação” frutifique “na forma de alguma proteção contra aqueles que pretendem obrigá-lo a finalmente prestar contas à Justiça. É por essa razão que, conforme diz a marchinha do bigorrilho, ‘ele tem que sair/ele tem que sair/ele tem que sair/ele tem que sair’.”
Enquanto a Folha diz “nem Dilma, nem Temer”, o Estadão defende “nem Dilma, nem Renan”, cuja situação judicial (9 inquéritos no STF) é muito mais grave que a de Temer. Não é de hoje que os editoriais do Estadão dão um banho nos da Folha. Até o New York Times já está ultrapassando também.
– Temer foi citado apenas por testemunho indireto na delação de Delcídio por ter supostamente “apadrinhado” dois investigados na Lava Jato à BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, e à própria estatal: o lobista João Augusto Henriques e o ex-diretor Jorge Zelada, respectivamente.
Temer alega que, como presidente do PMDB, apenas foi comunicado da indicação dos dois nomes pela bancada mineira do partido e que Delcídio, “levianamente”, “pretendeu passar a impressão de que interesses escusos” foram motivação para a indicação.
Embora haja discussão sobre a queda do vice em caso de cassação da chapa presidencial, Temer poderá até cair de acordo com a lei quando isto acontecer, mas exigir sua renúncia agora, para evitar que ele assuma legalmente a presidência em caso de impeachment, é apenas ridículo.
Mais ainda se, como a Folha, a alegação é simplesmente de que ele “tampouco dispõe de suficiente apoio na sociedade”.
– Claro que, por ora, Temer não dispõe de apoio popular. A maioria dos brasileiros provavelmente sabe apenas, se tanto, que ele é o vice de uma suposta presidente reprovada por 82% do povo e que ainda pertence ao partido do réu Eduardo Cunha.
Caberá a Temer – se e enquanto for presidente – provar (ou não) que é melhor do que isto, ajudando (ou não) o Brasil a sair da crise. O resto é propaganda.
– Os documentos enviados pelo juiz Sergio Moro ao TSE em dezembro passado “dão conta”, segundo O Globo, “de que boa parte das doações eleitorais registradas correspondem a propina acertada no esquema de desvio de dinheiro da Petrobras”.
É por isso que os rivais de Dilma na Câmara se preparam, segundo a Folha, para denunciar no Conselho de Ética todos os deputados do PT que receberam recursos do Diretório Nacional da sigla nas eleições de 2014.
“A oposição fará um levantamento sobre o total de parlamentares agraciados com financiamento do Diretório Nacional em 2014, quando o PT elegeu 71 deputados federais.”
Se gritar ‘pega’… Não sobra um no PT.
– Já a mulher de João Santana, Mônica Moura, disse especificamente em sua delação premiada “que na campanha de Dilma Rousseff de 2014 pingaram R$ 21 milhões no caixa dois”, segundo Lauro Jardim.
“Uma parte desses milhões, inclusive, serviu para pagar programas de TV do PT no horário gratuito — todos eles veiculados antes da campanha eleitoral.”
A Folha vai continuar falando em “eleição democrática”?
– Governo do PT, pai do petrolão, cogita dar Ministério da Educação ao PP, líder em número de investigados, em troca de votos contra impeachment. É a “Pátria Educadora” da vigarice.
– Radar de VEJA: “o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), deve sofrer um revés nas próximas semanas. Procuradores que atuam no grupo de trabalho da Procuradoria-Geral da República que atua na Lava-Jato dizem que está em fase final o inquérito contra o senador, que deve ser denunciado em breve.”
PP e PT: feitos um para o outro. Lava Jato: feita para os brasileiros.
– PMDB-BA pediu expulsão da ministra Kátia Abreu do partido por se recusar a entregar o cargo no governo, como informou Andréia Sadi, da Globonews. Peemedebistas aguardam até o dia 12 de abril para ver se os demais ministros entregarão os cargos. Xô, mortadela!
PMDB doc Katia 2
Trecho do pedido do PMDB
PMDB doc
Trecho final do pedido do PMDB
– Eugênio Aragão, ministro da Justiça petista, mandou investigar suposta ameaça a Edinho Silva em rede social. Sobre ameaças a Sergio Moro e invasão de terras de parlamentes pró-impeachment, nada.
– Imprensa petista quer anular Lava Jato porque Moro estava com cadarço desamarrado e não tinha escovado dentes ao decretar a primeira prisão.
– A propósito: documentos indicam que grampos prendem cabelo.
grampo

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