Dos 21 deputados investigados pela Lava Jato, 16 votaram pró-impeachment
Impeachment: proporção de deputados com registros judiciais se equilibra entre o ‘sim’ e o ‘não’
Cristina Tardáguila, Juliana Dal Piva, Raphael Kapa, Pauline Mendel
18.04.2016 | |
Na tarde de domingo (17), a Câmara dos Deputados aprovou em sessão plenária que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff siga para o Senado. Dos 513 deputados da Casa, 367 votaram “sim”; 137 votaram “não”, sete se abstiveram, e dois se ausentaram.
Dos 367 votos a favor do impeachment, 215 (ou 58,58%) vieram de deputados com “ocorrências judiciais”. Entre os 137 votos contra o avanço do processo, 79 (ou 57,66%) foram de parlamentares com processos e/ou inquéritos em andamento nos tribunais de justiça, de contas, superiores e eleitorais do país.
ACESSE AQUI (em PDF) o levantamento completo feito pela Lupa – já com o quadro final de votação – e veja, em seguida, as demais conclusões:
2) PEN, PP, PTB, PDT e PTdoB são os cinco partidos com maior taxa de “ocorrência judicial” (total de deputados da bancada frente ao total de deputados da bancada com registros judiciais). Apenas o PDT teve mais da metade de seus integrantes se posicionando de forma contrária ao impeachment. Dos 19 deputados pedetistas, 12 votaram “não”; seis votaram “sim”; e um se absteve. Veja como votaram as outras quatro bancadas:
6) O mapeamento feito pela Lupa identificou ainda 76 deputados com condenações – seja na Justiça, nos Tribunais de Contas ou na Justiça Eleitoral. Desses, 59 votaram “sim”; 16 votaram “não”; e um se absteve – 0 deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). Veja a planilha a completa mais uma vez.
O mapeamento feito pela Lupa com base nos dados do projeto Excelências foi realizado entre os dias 13 e 15 de abril de 2016. As demais informações foram extraídas do sistema de buscas de ações penais do STF em 30 de março de 2016. O Transparência Brasil atualiza as informações do site com frequência, o que pode explicar eventuais diferenças obtidas em levantamentos feitos em datas posteriores à publicação deste aqui.
*Nota 1: A lista de votação usada na reportagem foi fornecida pela Câmara dos Deputados e segue a atualização feita a 00h36 do dia 17 de abril de 2016.
**Nota 2: O deputado Mário Negromonte Jr. (PP-BA) não apresenta ocorrências na base de dados do Excelências, mas, em 30 de março, foi denunciado pela Procuradoria Geral da República ao STF por possível envolvimento na Operação Lava Jato.
***Nota 3: Confira aqui informações extras do Excelências sobre o conceito de “ocorrências na Justiça e/ou Tribunais de Contas”: Pode acontecer ausência de menção a processo em que algum parlamentar é réu ou foi punido, porque tais informações dependem da disponibilidade de dados em cada Corte, havendo grande disparidade entre elas. Processos que correm em primeira instância só são incluídos quando movidos pelo Ministério Público ou outros órgãos públicos. No caso de rejeição de contas eleitorais, todas as decisões são assinaladas (desde que o político não tenha obtido a anulação da decisão). São anotadas ocorrências relativas a homicídio, estupro e pedofilia, mas não são incluídos litígios de natureza privada (como disputas por pensão alimentícia), nem queixas relacionadas a crimes contra a honra (porque políticos são freqüentemente alvo desse tipo de processo). Assinalam-se inscrições na dívida ativa previdenciária e na lista de autuados por exploração do trabalho escravo. Fonte: Piauí - Veja gráficos - Muito bom
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