domingo, 24 de abril de 2016

Lava Jato avança sobre BNDES. PT cobrava propina sobre empréstimos bilionários do banco

Lava Jato avança sobre BNDES. PT cobrava propina sobre empréstimos bilionários do banco

Após desvendar o gigantesco esquema criminoso instalado na Petrobras, a Lava Jato se volta para um outro foco de desvios de dinheiro do contribuinte. O núcleo de investigadores da Força-tarefa da Operação Lava Jato começa a se debruçar sobre um esquema de pagamentos de propinas sobre liberações de empréstimos do BNDES.

O esquema de desvios na instituição pode envolver somas bilionárias, já que boa parte das propinas cobradas pelo PT eram referentes à obras das empreiteiras no exterior,  como o caso revelado pela Andrade Gutierrez envolvendo a construção de uma usina siderúrgica na Venezuela.

Os executivos confirmaram a existência de um esquema envolvendo pagamentos de 1% de propina para o PT referentes ao valor concedido em cada empréstimo feito pelo banco. O partido era sempre o primeiro a receber a sua parte, já que tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, procurava a empresa assim que a primeira parcela dos recursos do BNDES era liberada

A partir das informações obtidas junto à segunda maior empreiteira do país, os investigadores da Operação Lava Jato decidiram avanças nas investigações sobre mais este "pedágio" cobrado pelo PT. Segundo executivos da Andrade, a propina do BNDES era cobrada de todas as empreiteiras e em todos os financiamentos de projetos no exterior feitos pelo banco.

Considerando a soma de todos os financiamentos feitos pelo no BNDES para projetos de empresas no exterior, como JBS/Friboi, Odebrecht, OAS e Andrade Gutierrez, entre outras, não será difícil levantar quanto o PT levou em todos os esquemas.

O ex-presidente Lula é suspeito de estar por trás de vários empréstimos feitos pelo BNDES, que financiou projetos destas empresas em países como Estados Unidos, Cuba, Angola e Venezuela.

Existe a possibilidade da Operação Lava Jato dar início à uma nova frente de investigação exclusiva para apurar  desvios e outros crimes praticados no BNDES. A investigação, que também terá à frente o juiz Sérgio Moro, pode ser tão longa quanto à que investiga a organização criminosa montada na Petrobras.

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