domingo, 10 de abril de 2016

Bons exemplos vindos de fora

ÉTICA

Bons exemplos vindos de fora 

Brasil, 76ºcolocado em ranking mundial de corrupção, pode se espelhar em países como Singapura

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SINGAPORE-ASIA-WEALTH-BUSINESS-FINANCE,FOCUS
Mudança. A partir dos anos 1960, Singapura adotou estratégias como o aumento de salários de servidores para acabar com corrupção
PUBLICADO EM 10/04/16 - 03h00
No último ranking que mede o Índice de Percepção da Corrupção, elaborado em 2015 pela ONG Transparência Internacional, Singapura ficou na melhor posição entre os países asiáticos. No mundo, é considerado o oitavo mais limpo no campo político, à frente de Japão, Canadá, Alemanha e Reino Unido. Mas nem sempre foi assim.
Até os anos 60, o que se via no país era uma corrupção desenfreada. Após a Segunda Guerra, a cidade-Estado possuía uma classe de funcionários públicos que recebia baixos salários e acreditava que precisava ganhar por fora para bancar o crescente custo de vida local.
Em 1959, o Partido da Ação Popular (PAP) foi eleito e adotou uma estratégia para acabar com a corrupção. Entre outras medidas, elevou salários dos servidores públicos, que foram proibidos de receber presentes. Além disso, uma dura legislação anticorrupção foi aplicada. Hoje, todo contrato comprovadamente envolvido em processos corruptos é anulado. Todas as ações na Justiça do país são transparentes para a população.

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Porém, nem tudo são flores. Depois que entrou no poder, o PAP nunca mais saiu, e Singapura foi chefiada, até 1990, por um único governante: o primeiro-ministro Lee Kuan Yew, criticado por usar medidas autoritárias, como manter rivais na prisão por décadas sem o devido julgamento.
América Latina. Mais perto do Brasil, o país que mais se destaca no Índice de Percepção de Corrupção na América Latina é o Uruguai, que ficou em 21º lugar – na frente de países como França, Israel e Portugal. “A nação é referência de baixa corrupção na América Latina. Para mim, são duas questões. Uma é a cultura política geral. Se o cidadão aceita e pratica as pequenas corrupções cotidianas, é difícil esperar outras coisas dos líderes. A segunda é a existência de leis contra a corrupção – e a efetividade delas”, diz Robert Bonifácio, professor de ciências políticas da Universidade Federal de Goiás.
 
ATAPAISES
 
Lista. A Transparência Internacional lista quatro fatores para acabar com a corrupção: 
  • fim da impunidade, 
  • reforma na administração pública, 
  • transparência e 
  • cidadãos bem-informados.


PETROBRAS
gigante estatal de petróleo do Brasil
  • US $ 2 bilhões em subornos reportados, propinas e lavagem de dinheiro
  • Dezenas de milhares de postos de trabalho perdidos
  • Mais de um milhão de pessoas protestam nas ruas

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