Com impeachment, Dilma suspende reuniões de coordenação política
| Evaristo Sá/AFP | ||
| Dilma Rousseff durante evento em Brasília |
Com a evolução do processo de impeachment na Câmara dos Deputados, a presidente Dilma Rousseff suspendeu a realização das tradicionais reuniões semanais de coordenação política, para as quais convocava líderes do governo e ministros de diferentes partidos para discutir a estratégia do Palácio do Planalto no Congresso Nacional.
Pela terceira segunda-feira seguida, dia da semana no qual costumava realizar a reunião, a presidente abandonou o encontro para se encontrar apenas com a chamada "cozinha" do Palácio do Planalto, formada por ministros e auxiliares mais próximos à petista e responsáveis pela articulação política.
Segundo a Folha apurou, a suspensão deve-se a decisão de circunscrever a estratégia para barrar o processo de impeachment apenas ao núcleo de confiança da petista, para evitar vazamentos que possam afetar ou prejudicar a atuação do Palácio do Planalto.
A mudança também passa por uma alteração na forma de negociação com os partidos da base aliada. No período, a presidente fez questão de receber em audiências individuais os ministros de outras legendas que costumavam participar do encontro semanal.
Nas palavras de um assessor presidencial, a ideia é "dar mais atenção" e demonstrar "mais disponibilidade de diálogo" com ministros de partidos considerados essenciais para barrar o processo de impeachment no plenário da Câmara dos Deputados, como PP, PR e PSD.
A expectativa é que o impedimento seja votado em plenário no domingo (17). O governo federal, no entanto, tentará adiar a data.
JOVAIR
Nesta segunda-feira (11), em sessão da comissão especial do impeachment, o relator Jovair Arantes (PTB-GO) ressaltou o caráter político do processo de impeachment e disse não haver mais clima para a continuidade de Dilma Rousseff no poder.
Segundo o deputado do PTB, a presidente comanda um governo "autoritário", "arrogante" e "falido".
Pela terceira segunda-feira seguida, dia da semana no qual costumava realizar a reunião, a presidente abandonou o encontro para se encontrar apenas com a chamada "cozinha" do Palácio do Planalto, formada por ministros e auxiliares mais próximos à petista e responsáveis pela articulação política.
Segundo a Folha apurou, a suspensão deve-se a decisão de circunscrever a estratégia para barrar o processo de impeachment apenas ao núcleo de confiança da petista, para evitar vazamentos que possam afetar ou prejudicar a atuação do Palácio do Planalto.
A mudança também passa por uma alteração na forma de negociação com os partidos da base aliada. No período, a presidente fez questão de receber em audiências individuais os ministros de outras legendas que costumavam participar do encontro semanal.
Nas palavras de um assessor presidencial, a ideia é "dar mais atenção" e demonstrar "mais disponibilidade de diálogo" com ministros de partidos considerados essenciais para barrar o processo de impeachment no plenário da Câmara dos Deputados, como PP, PR e PSD.
A expectativa é que o impedimento seja votado em plenário no domingo (17). O governo federal, no entanto, tentará adiar a data.
JOVAIR
Nesta segunda-feira (11), em sessão da comissão especial do impeachment, o relator Jovair Arantes (PTB-GO) ressaltou o caráter político do processo de impeachment e disse não haver mais clima para a continuidade de Dilma Rousseff no poder.
Segundo o deputado do PTB, a presidente comanda um governo "autoritário", "arrogante" e "falido".
POSIÇÃO NA COMISSÃO
Em levantamento da Folha
| DEPUTADO | POSIÇÃO |
|---|---|
| Benito Gama (PTB/BA) | A favor |
| Eduardo Bolsonaro (PSC/SP) | A favor |
| Elmar Nascimento (DEM/BA) | A favor |
| Fernando Francischini (SD/PR) | A favor |
| Jerônimo Goergen (PP/RS) | A favor |
| Jhonatan de Jesus (PRB/RR) | A favor |
| Jovair Arantes (PTB/GO) | A favor |
| Julio Lopes (PP/RJ) | A favor |
| Leonardo Quintão (PMDB/MG) | A favor |
| Lucio Vieira Lima (PMDB/BA) | A favor |
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