“Quando o Brasil quer o Brasil muda”
Moreira Franco, um dos maiores aliados de Michel Temer, conversou com O Globo.
O que está em jogo neste momento?
A oportunidade de mudar os rumos da economia, de estancar a crise social e de recuperar a capacidade de governar da máquina federal, dos estados e dos municípios. É o que sustenta a disputa entre Dilma e o Brasil. Para ganhar, Temer tem que ter o voto de 2/3 do eleitorado (deputados federais) e não só maioria simples; Dilma só tem que evitar que este número seja alcançado.
Dilma tem o controle da máquina pública — cargos e verbas —, e Temer, não. A luta pela conquista de votos para a votação do impeachment não é desigual?
Exageradamente desigual, e digo isso porque o governo intensificou as trocas de cargos e a liberação de verbas para conquistar voto ou ausência de deputado no plenário da Câmara. Mas a opinião pública está atenta, acompanha as atitudes políticas do deputado. O governo tem a oposição da nação, e, como doutor Ulysses dizia, “quando o Brasil quer o Brasil muda”. O Brasil quer, e a Câmara jamais se colocou em confronto com a nação. Quando das Diretas, ela consertou sua trajetória logo depois, elegendo doutor Tancredo indiretamente contra a vontade do governo. Não adianta, o jogo está jogado.
W.O.
Dilma Rousseff e Lula querem ganhar por W.O.
A única estratégia que lhes resta é comprar a ausência dos deputados.
Diz o Estadão:
“Na comissão, o deputado Washington Reis (PMDB-RJ) - que integra o grupo dos oito que se declaram indecisos - faltará porque está internado com a gripe H1N1. Em seu lugar votará Marx Beltrão (PMDB-AL), aliado do governo.
Outro integrante da comissão, Valtenir Pereira (PMDB-MT) se declarava até a véspera da votação como ‘indefinido’ por ter dúvidas sobre o conteúdo do relatório. Ele disse que não faltará na sessão e que, se não decidir até a hora da votação, optará por se abster e tomar uma posição só em plenário”.
A Folha ainda acredita nas mentiras de Dilma
A Folha de S. Paulo tem todo o direito de defender Dilma Rousseff, mas isso não pode contaminar a cobertura jornalística.
A reportagem sobre a propina da Andrade Gutierrez, publicada nesta segunda-feira, baseia-se num dado falso.
O jornal disse que “em depoimentos aos procuradores, os executivos da Andrade não só citaram que parte das doações legais para a campanha presidencial de 2014 tiveram origem em propinas como revelaram que esses recursos vieram de obras tocadas no governo Dilma, como a usina de Belo Monte.
Irritada com a delação, a petista repetiu a assessores que, se houve algum esquema de propina com doações legais, não foi montado por sua equipe de campanha, sugerindo que caberia ao PT explicar irregularidades nessa área.
O diálogo sobre doações entre o ex-presidente da Andrade, Edinho Silva e Giles Azevedo é citado como exemplo. Nessa conversa, Edinho e Giles informam a Azevedo que uma coisa era doar para o PT, e outra, para a campanha. Ficou acertado, então, que o executivo faria doação extra de R$ 20 milhões para Dilma.
Dilma tem repetido que em nenhum momento foi dito à sua equipe que os R$ 20 milhões doados para sua campanha teriam vindo de um esquema de propina, e que não cabia a ela explicar isso, mas ao tesoureiro do PT”.
Qual é o dado falso que contamina a reportagem?
Otávio Azevedo disse que Edinho e Giles pediram-lhe uma propina – e não uma doação – de 100 milhões de reais. Desse total, 60 milhões de reais foram pagos ao PT e 40 milhões de reais foram pagos diretamente à campanha de Dilma Rousseff.
O número citado pela Folha de S. Paulo – 20 milhões de reais – só existe na prestação de contas apresentada ao TSE.
Dilma Rousseff continua a repetir que o PT embolsou propina, mas que sua campanha presidencial foi limpa.
Só a sucursal brasiliense da Folha de S. Paulo ainda acredita nisso.
CPI da UNE
A CPI da UNE vai sair.
O deputado Marco Feliciano já recolheu 171 assinaturas.
Algum tempo atrás, publicamos:
O Antagonista quer saber se a UNE vai indenizar a União pelos 6,7 milhões de reais embolsados em convênios federais cujas prestações de contas foram declaradas irregulares. A UNE foi incluída pela CGU na lista de entidades impedidas de celebrar convênios, contratos de repasse ou termos de parceria com a administração pública federal.
Publicamos também que a sede da UNE está sendo construída pela WTorre, parceira de Antonio Palocci.
A obra vai custar 65 milhões de reais e será bancada em parte pelos 44,6 milhões de reais que a UNE recebeu do governo a título de indenização por danos sofridos nos tempos da ditadura.
De olho no painel
A votação na comissão do impeachment, na tarde de hoje, será eletrônica, como reza a cartilha do regimento.
O Antagonista apurou que Rogério Rosso não pedirá para que cada deputado exponha como votará diante das câmaras. Ele teme questionamentos jurídicos.
De todo modo, a posição dos senhores deputados estará bem exposta no painel. Ficaremos de olho.
Impeachment 60.000
O impeachment pode “levar o Ibovespa à casa dos 60 mil pontos e o dólar próximo de R$ 3,00”.
Foi o que disse Luiz Fernando Figueiredo, da Mauá Capital, ao Valor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário