segunda-feira, 11 de abril de 2016

Relator desmonta defesa do governo e Cardozo esperneia

Relator desmonta defesa do governo e Cardozo esperneia

Veja resumão da sessão da comissão do impeachment, incluindo vídeo de Jovair Arantes

Por: Felipe Moura Brasil  
Jovair Arantes e José Eduardo Cardozo discursaram na sessão da comissão do impeachment desta segunda-feira.
O relator apresentou as razões para a admissibilidade do processo de afastamento de Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados e o advogado da suposta presidente, disfarçado de advogado-geral da União, fez o seu teatro costumeiro.
Seguem o vídeo do discurso de Jovair e as tuitadas da minha cobertura em tempo real:
– Relator: “Nem Constituição nem lei 1.079/1950 preveem parecer prévio de TCU, Congresso ou qualquer órgão público” para enquadramento do crime de responsabilidade presidencial. Exato. Cabe aos parlamentares enquadrar e condenar Dilma no próprio processo de impeachment.
– “O crime de responsabilidade ocorreu no momento da ação. O Executivo não estava autorizado a abrir os créditos, movimentar e suplementar dotações. Enquanto a meta estivesse comprometida, os créditos não poderiam ser abertos.”
Traduzo: Dilma tem de ser “impichada” por fazer o que o PT sempre fez de modos diversos: pegar dinheiro que não podia pegar e usá-lo onde não deveria.
– “Há indícios da má-fé e da conduta omissiva ou comissiva, mas, invariavelmente intencional da presidente da República”, que ainda “usurpou” funções do Legislativo, diz Jovair. O dolo é evidente. Ninguém pega e usufrui R$ 60 bilhões sem querer.
(Como diria depois o deputado Moroni Torgan (DEM-CE): “Dolo está no fato de esconder um rombo orçamentário para se reeleger” e ainda continuar sem quitar a dívida. Dilma “enganou o povo”.)
– Jovair Arantes está DESTRUINDO defesa do governo. Não sobrou nada. Cardozo devia sair de fininho, envergonhado, se tivesse vergonha.
– Relator é aplaudido ao dizer: “Ninguém mais confia nesse governo. É um governo arrogante, autoritário, que não aceita opiniões divergentes.”
– Cardozo já começa o teatro com ameaças e diz que “o processo é nulo”. Só prova o quão autoritário é o governo.
– Após sua argumentação ser demolida pelo relator, Cardozo se recusa a repisar defesa e foca em questões processuais para anular processo. Sempre assim.
tuite petistas
– Cardozo vai pedir a Ricardo Lewandowski para anular processo de impeachment porque o relator repetiu o paletó nas sessões.
– Grita, Cardozo. Grita e esperneia, porque argumentos já caíram.
– Coitado de George Orwell, citado por Cardozo. Autor retrata frustração socialista e uma frase sua (“Todos são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros”) é usada por um socialista para defender outra socialista.
– Relembro Cardozo prestando solidariedade a Cuba e aplaudindo o socialismo em encontro do Foro de São Paulo:
– Cardozo: “Onde está a má-fé?” No governo que pega bilhões de reais que não pode pegar para distribuir promessas que não pode cumprir.
– O melhor do discurso do Cardozo são as “balançadas” de cabeça e de ombros do relator Jovair Arantes.
– Cardozo cita genericamente “juristas” que concordam com ele. Não cita nome por nome para evitar que mostremos que são todos petistas.
– Leitora: “Cardozo põe óculos, tira óculos e baba. Põe óculos, tira óculos e baba. E assim sucessivamente.” Ensaiou no espelho.
– Cardozo cita genericamente “juristas” que concordam com ele. Não cita nome por nome para evitar que mostremos que são todos petistas.
– Cardozo insiste que “vingança” de Eduardo Cunha compromete o processo, como se PT não tivesse se “vingado” de Fernando Collor de Mello.
– Impeachment é processo político com base legal. “Vingança” é parte da política. Base legal é avalizada pelos deputados. O resto é jogo de cena.
– Cardozo pergunta: “Na dúvida, afaste-se a presidente da República?” Um deputado grita: “Na dúvida, roubem-se os outros”. Sensacional.
– Cardozo faz perguntas à plateia e reclama que haja respostas? É “golpe” responder às perguntas patéticas de Cardozo? Quanto cinismo…
– Cardozo insiste que processo é de condenação, não investigação. Relator só falou genericamente que povo quer investigação de tudo no Brasil.
– Cardozo tenta transformar a função da Câmara, que é apenas autorizar o processo com base em indícios, em “dúvida” sobre o crime. Patético.
– Cardozo falou em “presidente da República legitimamente eleita”. Onde? Aquela com pelo menos R$ 10 milhões de propina da Andrade Gutierrez?
– Petistas como Cardozo sempre atacam da forma mais veemente possível aquilo que não conseguem refutar com argumentos. Só trouxa cai nisso.
– O tom grave, rouco e teatral de Cardozo ao falar em “golpe” ficou tão ridículo que um deputado gritou: “Vai chorar…”
– Discrepância entre relator e Cardozo é sintomática. Jovair: sereno, objetivo, técnico, realista. Cardozo: teatral, histriônico, autoritário.
– Desce o pano: Cardozo acabou o teatro. Deputados se levantam e gritam: “Impeachment! Impeachment! Impeachment!” Um sucesso.

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