O carrasco de Cunha–
Uma das principais lideranças do histórico PMDB, o deputado Jarbas Vasconcelos, peça importante na aprovação do impeachment da presidente Dilma pelo plenário da Câmara dos Deputados, ocupou, ontem, uma página inteira do jornal O Valor para reafirmar que o País só será passado a limpo, efetivamente, com o afastamento, também, do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “É uma exigência da sociedade, uma obrigação da Câmara extirpá-lo daquela cadeira”, afirmou.
Risco de paralisia- Michel Temer pode assumir com um projeto modernizador, trazer para seu governo um ministério de notáveis. Pode conquistar uma base enorme de sustentação no Congresso e apresentar um plano de reformas estruturais espetacular para fazer a economia deslanchar. Mas nada disso andará enquanto o processo contra Dilma não acabar. Haverá até 180 dias de angústia. O Congresso estará paralisado, e as alianças flutuarão ao sabor do andamento do impeachment contra Dilma.
No fundo do poço– A economia brasileira segue perdendo força conforme apontam as contas feitas e divulgadas ontem pelo Banco Central. O Índice de Atividade Econômica da autoridade monetária (IBC-Br) mostra contração de 0,29% em fevereiro, após baixa de 0,68% em janeiro (dado revisado de queda de 0,61%), feitos os ajustes sazonais. Nos 12 meses encerrados em fevereiro, o IBC-Br aponta retração de 4,63%, na série sem ajuste. Devido às revisões constantes do indicador, o IBC-Br medido em 12 meses é mais estável do que a medição mensal, assim como o próprio Produto Interno Bruto (PIB).
Cotado para ministro–
Independente da cota que couber ao DEM na gestão de coalização do Governo Temer, o líder da oposição na Câmara, Mendonça Filho, tem cotação em alta para ocupar um gabinete na Esplanada dos Ministérios. Jarbas Vasconcelos, também. Só que se Eduardo Cunha for deletado, Jarbas tem amplas chances de ser eleito presidente da Câmara dos Deputados. É o nome preferido de Temer para resgatar a imagem do Legislativo brasileiro.
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