sexta-feira, 10 de junho de 2016

10 DE JUNHO DE 2016

10 DE JUNHO DE 2016
O ex-ministro da Saúde José Agenor Álvares deu um jeito de se agarrar em uma boquinha no governo de Michel Temer. Álvares foi secretário-executivo antes de ser efetivado ministro e, agora, ganha uma sala exclusiva para dar expediente na Universidade Aberta do SUS. Funcionários reclamam que a UNA-SUS virou biombo para dilmistas que perderam seus cargos, como o ex-assessor Paulo Coury.
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Álvares foi secretário-executivo do ex-ministro Marcelo Castro e recebia R$ 35 mil por mês. Com a queda do abestado, ele assumiu o posto.
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O atual local de trabalho de Álvares se destinava à produção de material didático, mas tudo foi desfeito para acomodar o ex-ministro.
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A passagem de José Agenor Álvares no comando do ministério foi tão vapt-vupt (15 dias) que ele nem figura na galeria de ex-ministros.
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Na UNA-SUS, onde o ex-ministro José Agenor Álvares foi encostado, também dá expediente o ex-governador do DF Agnelo Queiroz (PT).
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Afastado pelo Supremo Tribunal Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tenta negociar a salvação do seu mandato de deputado, no Conselho de Ética da Câmara, onde é julgado por quebra de decoro, em troca da renúncia à Presidência da Câmara. Interlocutores de Cunha pediram ao Planalto para ajudar nesse plano, que inclui em sua “punição” a suspensão do mandato por apenas 90 dias, em vez de cassação.
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Existem graus de punição pela quebra de decoro: as mais leves são a “censura verbal ou escrita” e a suspensão de prerrogativas regimentais.
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As punições mais graves para a quebra de decoro são a suspensão do mandato, já sugerida por aliados de Cunha, e a cassação.
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Michel Temer anda tão incomodado quanto qualquer deputado com Waldir Maranhão (PP-MA), aliado de Dilma, na presidência da Câmara.
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Michel Temer quer anunciar em Alagoas, dia 14, um alívio para produtores rurais sufocados por dívidas, abrindo caminho para renegociá-las. Assessores da área econômica alegam que não há margem orçamentária, mas ele ordenou que achem uma solução.
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Completa 1 mês nesta sexta (10) o pedido da força-tarefa da Lava Jato para Teori Zavascki mandar para Sérgio Moro os inquéritos contra Lula. Ele não tem foro privilegiado, mas continua “sob proteção” do STF.
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O jeito Michel Temer de encontrar soluções negociadas ficou claro na questão do funcionalismo. Seu objetivo de encontrar um meio termo foi alcançado: o aumento foi garantido, mas não pode superar a inflação.
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Dois dias após prometer só “técnicos altamente qualificados” para dirigir estatais, Michel Temer nomeou Guilherme Campos Jr para a presidir os Correios. Sua “qualificação”: é dirigente do PSD de Kassab.
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Diplomata, o ministro Marcelo Calero (Cultura) enfrenta um problema bizarro: ele não consegue encontrar um embaixador que aceite ser seu subordinado, como assessor internacional do ministério, por se tratar de um secretário, portanto, principiante da carreira.
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Michel Temer exonerou o secretario-executivo da Comissão de Ética Pública da Presidência, Hamilton Cruz. Ele é suspeito de distribuir “quarentena remunerada” a ex-integrantes do governo Dilma.
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Aliados de Michel Temer acreditam que haverá recuperação na avaliação do governo após as medidas econômicas. “Ele pegou um avião que caía embicado”, alega Carlos Marun (PMDB-MS).
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O ministro João Otávio Noronha, do Superior Tribunal de Justiça, recém-eleito Corregedor Nacional de Justiça, fará aula aberta e gratuita Instituto de Direito Público de São Paulo. Será na segunda (13) às 19h.
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Após o STF mandar Jaques Wagner para a vara do juiz Sérgio Moro, já tem baiano sugerindo que o ex-ministro se mude logo para Curitiba.

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