Dilma antecipa seu fim
Foi bom a TV Brasil veicular a entrevista de Dilma Rousseff.
Em vez de antecipar as eleições, ela só conseguiu antecipar seu fim.
O líder do PMDB, Eunício Oliveira, disse ao Estadão:
"Passou da hora. Quando a presidente perdeu as condições para governar, nós chegamos a falar sobre isso na busca por uma saída, mas ela nunca propôs essa discussão. Agora teve o impeachment e o processo já está praticamente concluído. Esse movimento não tem justificativa, só vai gerar ainda mais instabilidade para o País, porque seria outro trauma, outra incerteza. Concordo que a eleição legitima o processo, mas você de repente fazer a mudança nesse momento, aí sim a palavra que tanto empregam seria aplicada: seria um golpe".
A proposta de Dilma Rousseff de convocar um plebiscito, segundo o senador, é um sinal de desespero:
"Não há clima para isso, isso é o discurso de quem já perdeu e está buscando uma saída tardia. Não há como a presidente Dilma voltar, eu gosto muito dela, mas ela perdeu as condições".
Ele ridicularizou também a capacidade de reação dos milicianos petistas:
"Os movimentos sociais eram pagos por eles. Isso acabou no Brasil, porque a gente não aguenta mais pagar isso. Cadê a greve geral que iam fazer? Está todo mundo preocupado com a taxa de desemprego".
Bené prometeu entrar na linha
O Ministério Público fez 11 exigências para levar adiante a delação premiada do operador de Fernando Pimentel.
Um dos compromissos assumidos por Bené: afastar-se de atividades criminosas, informa Época.
Pimentel ficou na mão.
Dilma quer quebrar o Brasil de novo
Dilma prepara uma carta de intenções, caso volte ao poder.
Aos movimentos que apoiam o lenga-lenga do golpe, vai prometer uma guinada à esquerda, informa o Estadão.
A volta é improvável.
Ainda assim, será que ela conseguiria quebrar o Brasil de novo?
Suíça pegou a Cta. Suíça
O Estadão diz que, "pela primeira vez, o Ministério Público da Suíça ligou uma conta secreta no país investigada no caso Petrobrás/Odebrecht ao pagamento de gastos em campanhas políticas na América do Sul e Central".
Do que se trata?
Ao que tudo indica, dos pagamentos de Zwi Skornicki a João Santana, o marqueteiro de Lula e Dilma Rousseff.
Gilmar contra Janot
Gilmar Mendes reclamou da lentidão de Rodrigo Janot em denunciar os investigados da Lava Jato:
"Os senhores tirem suas conclusões. Temos 50 inquéritos abertos e só 11 denúncias".
Ele disse também a O Globo que é preciso tomar cuidado com os pedidos de prisão contra Renan Calheiros, José Sarney, Romero Jucá e Eduardo Cunha:
"Isso tem que ser examinado com muita cautela porque, em relação a parlamentares, a Constituição só prevê a hipótese de prisão em flagrante de crime inafiançável. Portanto, é preciso que isso fique caracterizado".
"Socialistas de botequim"
Gilmar Mendes também discursou, nesta manhã, em encontro na Procuradoria Geral do Rio de Janeiro, registra o Valor.
O ministro disse que o impeachment está "a caminho de se concretizar", relembrou que "a realidade fiscal não aceita desaforos" e fez questão de salientar que "fraudes contábeis foram praticadas para anestesiar a população em ano eleitoral".
Mas Mendes lacrou mesmo quando fez o seguinte comentário:
"É inegável que o Brasil se tornou uma república egoísta, corporativista. Temos socialistas de botequim, ganham altos salários, cuidam dos seus interesses corporativos e entre um champanhe e outro fazem discursos pelos pobres."
O Itamaraty cobra a Venezuela
Rompendo a complacência petista com os populistas da Venezuela, o Itamaraty divulgou nota ontem exigindo explicação para as agressões sofridas por líderes da oposição a Maduro.
As agressões, diz o texto, “reclamam efetiva apuração de responsabilidades e dificultam o diálogo que se faz necessário entre governo e oposição”.
Administração José Serra.
Reforma da Previdência já
Michel Temer tem de ler esta nota.
A FSB fez uma pesquisa com 224 deputados de 24 partidos, e o resultado é surpreendentemente bom:
- 59% são a favor da idade mínima de 65 anos para aposentadoria de homens e mulheres (33% contra).
- 47% do total de entrevistados apoiam que as mudanças na Previdência valham para todos os trabalhadores (45% só para novos ingressastes no sistema).
- 69% acreditam que a reforma da Previdência será aprovada pelo Congresso Nacional.
Um aumento que custa uma CPMF
Marcos Lisboa, na abertura de um seminário sobre a Previdência, no Insper, disse que é "absurdo" o aumento para o funcionalismo público decidido pelo Congresso Nacional:
“Nada melhor - numa semana em que tivemos anúncio de aumento do desemprego - que à elite dos trabalhadores, sem risco de desemprego, seja concedido um aumento que custe uma CPMF. Nada como pedir sacrifício da população como um todo para beneficiar a elite do funcionalismo público".
TEORI LIBERA DENÚNCIA CONTRA CUNHA
Teori Zavascki liberou a segunda denúncia contra Eduardo Cunha para julgamento no STF.
Ainda não há data certa para o plenário analisar o caso (esse é sobre as contas na Suíça).
Ontem, Claudia Cruz, mulher de Cunha, virou ré na Lava Jato.
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