Lava Jato explica denúncia contra Cláudia Cruz
A força-tarefa da Lava Jato concede agora uma coletiva de imprensa para esclarecer a denúncia contra Cláudia Cruz aceita por Sérgio Moro.
Segundo Deltan Dallagnol, Cláudia Cruz cometeu dois tipos de lavagem de dinheiro: "Ocultação de mais de US$ 1 milhão no exterior e conversão desse dinheiro público em bens de luxo, sapatos e roupas de grife."
"Gastos incompatíveis"
O procurador Diogo Castor disse também que os gastos de Cláudia Cruz no exterior são "completamente incompatíveis com o salário de um agente político", referindo-se a Eduardo Cunha.
Ele explicou ainda que Cláudia teve "consciência e vontade", pois assinou o termo de abertura da conta e todas as faturas de cartões de crédito eram pagas com dinheiro dessa conta.
EDUARDO CUNHA ERA O VERDADEIRO DONO DO DINHEIRO
Deltan Dallagnol desmontou a tese usada por Eduardo Cunha para escapar da cassação no Conselho de Ética.
"Os trusts são estruturas para lavagem e ocultação. Não há dúvida de que o verdadeiro dono do dinheiro por trás dos dois trusts e da offshore é o deputado Eduardo Cunha, mas a conduta dele está sujeita à apuração pelo STF."
Um criminoso moderno
Deltan Dallagnol resolveu ser ainda mais didático ao explicar o uso de um trust para esconder bens.
"Os criminosos mais antiquados usam laranjas e testas-de-ferro. Os mais modernos usam offshores e trusts."
Ele quis dizer que Eduardo Cunha é moderninho.
Cunha acabou
Os procuradores da Lava Jato destruíram qualquer defesa de Eduardo Cunha sobre o "trust" do qual era beneficiário. Sérgio Moro também desmontou a tese estapafúrdia de que Cunha não teria relação com os depósitos encontrados no exterior.
Cunha acabou. Ele será cassado e preso.
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