quinta-feira, 9 de junho de 2016

Negócio de Cunha deu prejuízo à Petrobras

Negócio de Cunha deu prejuízo à Petrobras


Na denúncia contra Cláudia Cruz, o MPF relata que a compra do bloco de petróleo da empresa CBH, no Benin, não respeitou os critérios de auditoria da Petrobras.
Em consequência, a estatal corre o risco de assumir parte de uma dívida de US$ 46,8 milhões.
"Para a equipe de auditores da PETROBRAS, a associação com empresas de capacidade financeira duvidosa aumenta a possibilidade de inadimplência por parte dos consorciados. De fato, como era esperado, no caso de BENIN, a CBH não honrou a integralidade de seus pagamentos relacionados ao custo do poço perfurado pela SHELL, acumulando uma dívida de USD 46.857,623,58 com o consórcio, sendo que esta dívida, após diversas tentativas de cobrança, poderá ser assumida pelas Petrobras (PO&G BV) e Shell."
A CBH, segundo documento interno da Petrobras, era uma empresa privada "sem ações na bolsa de valores e cujo portfólio era formado apenas pelo bloco exploratório de BENIN".
"Já havia elementos indicando a vulnerabilidade financeira da empresa que foram omitidos no relatório enviado para a aprovação da diretoria executiva, bem como do Conselho de Administração."

Cunha ganha prazo para defesa


O Estadão informa que Teori Zavascki deu prazo de cinco dias para Eduardo Cunha apresentar defesa na ação em que é acusado de receber R$ 5 milhões em propina de contratos de navios-sonda da Petrobras.

Também é alvo nessa ação penal a ex-deputada Solange Almeida, atual prefeita de Rio Bonito.

STF dá cinco dias para Cunha apresentar defesa em processo que é réu da Lava Jato

 - Atualizado: 09 Junho 2016 | 20h 36

Neste inquérito, peemedebista é acusado de receber US$ 5 milhões em propina de um contrato de navios-sonda da Petrobrás

BRASÍLIA - O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de cinco dias para o presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) apresentar defesa na ação em que é réu na Corte.
Ele também definiu que o peemedebista será ouvido no caso somente após o fim das investigações. O despacho de Teori é do dia 7, mas o prazo começa a contar somente após a notificação do réu, o que ainda não aconteceu.
Deputado Eduardo Cunha observa o ministro do STF Teori Zavaski na sessão de abertura do Ano Judiciário em 2/2/2015. Um ano e 3 meses depois, Teori afastou Cunha do mandato
Deputado Eduardo Cunha observa o ministro do STF Teori Zavaski na sessão de abertura do Ano Judiciário em 2/2/2015. Um ano e 3 meses depois, Teori afastou Cunha do mandato
Em março, o STF aceitou a denúncia proposta pela Procuradoria-Geral da República contra Cunha. Na semana passada, a Corte rejeitou o recurso impetrado pela defesa do peemedebista e abriu formalmente a ação penal contra ele e a ex-deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), atual prefeita de Rio Bonito.
Neste inquérito, Cunha é acusado de receber US$ 5 milhões em propina de um contrato de navios-sonda da Petrobrás. O peemedebista responde a pelo menos outros cinco processos no STF tanto por conta da sua ligação com a Lava Jato quanto do seu papel no grupo que teria atuado para desviar receitas de Furnas.
Cunha pede para apresentar defesa antes de STF decidir pedido de prisão
Brasília, 09/06/2016 - O presidente da Câmara afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) entrou, nesta quinta-feira, com um pedido para que ele possa apresentar a sua defesa antes que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida sobre seu pedido de prisão feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Para Janot, o afastamento de Cunha do mandato de deputado não foi o suficiente para ele parar de interferir no andamento das investigações que pesam contra ele na Operação Lava Jato e no Conselho de Ética da Câmara, que analisa sua cassação.

No pedido, a defesa de Cunha alega que não há motivos pata a prisão do peemedebista e diz que são "disparatadas as alegações de que esteja exercendo qualquer tipo de influência indevida no âmbito da Câmara dos Deputados".

"O requerente (Cunha) realmente não quer crer que certas alegações surrealistas e risíveis publicadas na imprensa fundamentaram o requerimento da PGR, como as de que possa ter influenciado remotamente a atuação do Conselho de Ética utilizando-se de parlamentares e de outras pessoas, como se estas não possuíssem vontades e interesses próprios - afirmações estas que servem a interesses que certamente não são os do ora requerente", diz o texto.

O pedido de prisão vai ser analisado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo. O mais provável é que ele decida o caso monocraticamente e leve o seu entendimento para ser referendado pelos demais ministros em plenário.

No início de maio, o Supremo decidiu, por unanimidade, afastar Cunha do seu mandato de deputado e, consequentemente, da presidência da Câmara. Ele já é réu na Lava Jato, além de ser alvo de uma denúncia e de pelo menos outros quatro processos que apuram tanto a sua ligação com o esquema de corrupção da Petrobras quanto ao seu papel no grupo que teria atuado para desviar receitas de Furnas. (Isadora Peron)

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