Pelegos contra Temer
Os petroleiros vão parar amanhã, por 24 horas, em protesto contra Michel Temer.
É por essas e outras que a Petrobras precisa ser privatizada.
Greve deve afetar produção em dez plataformas da Petrobrás
ANTONIO PITA - O ESTADO DE S.PAULO
09 Junho 2016 | 17h 06 - Atualizado: 09 Junho 2016 | 17h 06
Paralisação marcada para sexta-feira integra dia de mobilizações por movimentos sociais e sindicatos contra o governo Temer
Trabalhadores de dez plataformas de produção da Petrobrás já aprovaram adesão à greve de 24 horas agendada para sexta-feira, 10. Também estão previstas paralisações em terminais, refinarias e unidades administrativas, além de piquetes e atrasos em diversas bases da estatal em todo o País. A greve integra o dia de mobilizações organizado por movimentos sociais e centrais sindicais contra o governo do presidente em exercício, Michel Temer.
Entre as plataformas que já confirmaram adesão, estão as unidades P-20, P-37 e P-56, localizadas em grandes campos produtores da Bacia de Campos, como Marlim, Marlim Sul e Albacora - os três entre os dez principais do País. As unidades têm produção média diária superior a 30 mil barris de óleo, segundo dados de abril da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A adesão foi decidida em assembleia nas próprias unidades. De acordo com o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro NF), que representa trabalhadores situados na Bacia de Campos, assembleias já foram realizadas em 14 unidades de produção e outras devem ocorrer até amanhã. A orientação do sindicato é para a adesão à greve.
Além das plataformas, no Rio, estão previstas paralisações na Refinaria Duque de Caxias (Reduc) a maior da estatal. Há mobilização já aprovada também na Unidade Termoelétrica Governador Leonel Brizola, no Terminal de Campos Elíseos (TECAM), de Angra dos Reis (TEBIG) e no terminal de Imbetiba.
"A paralisação marcará a retomada das mobilizações da categoria contra a entrega do Pré-Sal e a privatização da Petrobrás", informa a nota da Federação Única dos Petroleiros (FUP), principal entidade sindical da categoria, com 14 sindicatos. Em novembro do último ano, a greve convocada pela federação contra as medidas adotadas na gestão do ex-presidente Aldemir Bendine, durou mais de 15 dias.
Em outros estados, os sindicatos organizam atrasos nos turnos iniciais das unidades, além de piquetes e assembleias. Em São Paulo, os atos estão agendados na Refinaria de Cubatão (RPBC), em São Paulo, no Terminal de Alemoa, em Santos, e no Terminal Almirante Barroso (Tebar), em São Sebastião, o maior da estatal.
"Vamos alertar aos trabalhadores sobre a retirada de direitos em pauta no Congresso, como o projeto que altera as regras do pré-sal e a nova Lei das Estatais, que praticamente privatiza a gestão das empresas. Também vamos informar sobre a reforma da previdência e as leis favoráveis à terceirização", afirmou o diretor Adaedson Costa, do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP).
Além das mobilizações nas unidades, as centrais sindicais convocam os trabalhadores para um ato contra o governo interino de Michel Temer em São Paulo e em outras capitais. A mobilização é organizada pelas frentes de esquerda Brasil Popular e Povo Sem Medo, que reúne movimentos sociais como MST, MTST, CUT, entre outros.
"Federação Única dos Petroleiros fede a esgoto moral"
Com Blog do Reinaldo Azevedo - Veja
QUE ASQUEROSOS ESSES CARAS! ENQUANTO LULA
E DILMA QUEBRAVAM A PETROBRAS, CONDUZINDO
A EMPRESA À RUÍNA, ELES FICARAM QUIETOS.
AFINAL, ERAM SÓCIOS DO PODER, NÃO É MESMO?
A gente deve sentir nojo cívico de um troço chamado FUP (Federação Única dos Petroleiros), mero braço da CUT, que, por sua vez, é só uma franja do PT.
E Federação decidiu promover nesta sexta uma paralisação assumidamente política: quer que a categoria faça uma greve de 24 horas contra o governo Temer.
Que asquerosos esses caras! Enquanto Lula e Dilma quebravam a Petrobras, conduzindo a empresa à ruína, eles ficaram quietos. Afinal, eram sócios do poder, não é mesmo?
Só se lembraram de mostrar as caras em 2015, quando a empresa se viu obrigada a vender ativos para poder respirar um pouco. Vale dizer: deram o ar da graça quando a estatal estava encontrando uma resposta. Mas apoiavam integralmente a política que levou a gigante para o abismo.
Uma nota da FUP fede a esgoto moral:
“O projeto neoliberal que está posto para a Petrobrás através de Pedro Parente é o mesmo que no passado causou perdas históricas à categoria”.
“O projeto neoliberal que está posto para a Petrobrás através de Pedro Parente é o mesmo que no passado causou perdas históricas à categoria”.
Esses idiotas não têm a menor noção do que seja neoliberalismo. Boa para a Petrobras era a política não-neoliberal do PT, que fez a empresa ser hoje a mais endividada do mundo, obrigada a um agressivo programa de desinvestimento para não ir para a ruína.
Se os companheiros, no entanto, estiverem no comando, tudo bem.
Dilma não vai
Dilma Rousseff não vai mais participar amanhã do ato organizado pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo, em São Paulo.
Segundo a Folha, ela achou melhor não "associar sua imagem a discursos de oposição muito radicais".
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