Publicidade ou propina?
Em relação aos pagamentos pela veiculação de publicidade da Caoa na PlayTV (Gamecorp), admitida pela defesa de Fabio Luís Lula da Silva, O Antagonista lembra que o Grupo Petrópolis (Cervejaria Itaipava) anuncia até hoje no canal do filho de Lula.
Era, até pouco tempo atrás, o único anunciante.
As duas empresas também patrocinaram o campeonato de futebol americano organizado pelo caçula Luís Cláudio Lula da Silva, o Luleco.
A nota de Lulinha
Os advogados de Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, enviaram a O Antagonista a seguinte nota:
"A CAOA, por meio de agência de publicidade por ela contratada, a Z+, veiculou inserção publicitária em espaço da Gamecorp em 2012 e, em razão disso, foi realizado o pagamento do valor questionado, devidamente contabilizado e com os impostos recolhidos, fato que não tem nada de questionável."
"Pimentel cobrou R$ 5 milhões em propina do grupo JHSF"
A mesma reportagem da Época, citando a delação de Bené, revela que Fernando Pimentel cobrou R$ 5 milhões em propina do grupo JHSF para entregar a operação do aeroporto Catarina, em São Caetano do Sul.
Segundo Bené, Pimentel atuou para "viabilizar financiamento do BNDES, a autorização da Secretaria de Aviação Civil e que os Correios passassem a usar o aeroporto".
"O delator afirma que, de início, foi discutido colocar Fernando Pimentel como sócio oculto do aeroporto. Depois, acharam mais prático simplesmente cobrar R$ 5 milhões. A propina, segundo o delator, foi acertada no apartamento de Fernando Pimentel, em Brasília."
O dinheiro foi negociado diretamente com José Auriemo Neto e um executivo chamado Humberto.
Bené: Gilles quitou dívida de Dilma com contrato público
A Época teve acesso a trecho da delação de Benedito de Oliveira, o Bené, que conta como Gilles Azevedo quitou uma dívida da campanha de Dilma Rousseff com a Pepper com dinheiro público.
Segundo a reportagem, Gilles atuou para que a Secom contratasse a agência Click por R$ 44,7 milhões, em março de 2015. A Pepper é sócia da Click.
Bené soube da operação por meio de Fernando Pimentel, claro.
Bené disse: "QUE FERNANDO PIMENTEL relatou ao colaborador que GILES AZEVEDO se propôs a atender ao pedido de DANIELLE (PEPPER) a partir de contratação da agência CLICK em 2015, na qual a PEPPER teria uma participação”.
E mais: "Em uma oportunidade no ano de 2014, FERNANDO PIMENTEL chamou o colaborador para um encontro no apartamento localizado na 114 sul, quando relatou que tivera um encontro que acabara de acontecer com GILES AZEVEDO sobre cobranças que ambos vinham recebendo de DANIELLE (PEPPER)". De acordo com Bené, a contratação de agência Click seria uma maneira de "não expor as partes (governo e Pepper)".
Áudio por áudio
Antonio Anastasia se contrapôs frontalmente à malandragem de JEC de incluir na defesa de Dilma Rousseff os áudios da conversa de Romero Jucá com Sérgio Machado:
"Ao solicitarem a juntada de gravações entre um ex-dirigente da Transpetro e um senador e o inteiro teor dos respectivos autos, buscam reativar a discussão relativa à preliminar do desvio de finalidade dos atos que culminaram na instauração do presente processo de impeachment. De imediato, percebe-se que os fatos indicados são totalmente estranhos ao objeto deste processo", disse Anastasia.
Se JEC conseguisse juntar os áudios, então a comissão do impeachment poderia acrescentar às acusações contra Dilma Roussef o grampo da sua conversa com Lula, divulgado por Sergio Moro, no qual fica evidente que ela tentou obstruir a Justiça ao nomear o chefão ministro da Casa Civil.
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