quarta-feira, 8 de junho de 2016

Beto Mansur puxa orelha de Maranhão por flexibilizar regras para horas extras


Beto Mansur puxa orelha de Maranhão por flexibilizar regras para horas extras

POR DANIEL CARVALHO E BERNARDO CARAM
08/06/2016, 16h16
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O primeiro-secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), reclamou com o presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), por ter flexibilizado as regras para pagamento de horas extras sem consultá-lo. O ato de Maranhão foi assinado ontem e publicado hoje, como mostrou a Coluna do Estadão nesta quarta-feira, 8.
A Câmara havia restringido o número de funcionários que poderiam trabalhar durante as sessões noturnas e, assim, receber horas extras. Antes das restrições, a Casa gastava R$ 1,2 milhão por sessão com o pagamento de horas extras a 4.763 funcionários. Após o arrocho, o gasto por sessão caiu para R$ 517 mil a 2.439 funcionários.
Pelo ato de Maranhão, cada gabinete e cada liderança partidária pode dizer quantos funcionários quer trabalhando à noite.
Mansur não gostou da mudança, sobre a qual teve notícias somente após já estar assinada e encaminhada para publicação. “Ele fez algo errado. A gente tem que dar uma demonstração de economia na Casa. Ponderei que ele tem que me ouvir. Falei que não tinha cabimento fazer uma coisa dessas. Não dá para tomar um ato desses sem me ouvir. Estou fazendo projeção das contas”, afirmou Mansur. “Não dá para voltar à bagunça que era antes”, disse o primeiro secretário.

Deputados querem firmeza contra Maranhão


Líderes de partidos se reunirão nesta noite para discutirem, mais uma vez, o que fazer com Waldir Maranhão.
A tentativa do presidente interino de presidir a sessão hoje provocou ira na Câmara.
A ideia do encontro é pensar em alguma atitude "mais dura e definitiva".

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